Sintep e governo tentam acordo no MPE

Publicado em: 26 de Julho de 2016
Fonte: Patrícia Helena Dorileo, repórter do GD

Hoje (26) completam 57 dias de greve dos servidores da Educação do Estado. Na tentativa de um acordo entre o Sindicato dos Servidores no Ensino Público (Sintep-MT) e Governo, está agendada uma reunião no Ministério Público Estadual às 14h desta terça-feira.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que o secretário, Marco Aurélio Marrafon, está ciente da reunião e confirma presença.

O presidente do sindicato, Henrique Lopes, confirmou presença de sua diretoria.

O Sintep-MT entrou em greve no dia 31 de maio ao lado dos demais servidores públicos que reivindicavam o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Parte da recomposição foi cedida via projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa, mas os professores mantiveram a paralisação por conta de outras demandas.

Pedem a suspensão integral do edital das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e convocação das conferências participativas para debater o assunto; e que o governo apresente uma proposta para integralizar os percentuais da Lei de Carreira 510/13 até a próxima data base da categoria. O calendário de concurso público, que também estava na pauta, foi atendido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

“Deste encontro hoje esperamos que as nossas pautas sejam atendidas. É o mínimo para superar o impasse. As posições do governo já foram objetos de discussão e rejeição pela categoria. Nosso parâmetro é a legislação”, afirma Henrique Lopes.

As tentativas de negociações diretamente entre sindicato e Seduc já foram várias desde o momento que a greve completou 1 mês até o momento. Sintep-MT garante que se houver avanço no entendimento, compromete-se a avaliar junto às bases. Entretanto, o governo já sinalizou que já esgotaram todas as possibilidades de acordo.

“Já temos um calendário de atividades que prevê atos locais no dia 27/07 e ato público estadual dia 01/08. Porém, estas agendas podem sofrer alterações, caso haja avanços nas negociações junto ao governo”, afirma Lopes.