Nova Ubiratã

Lojas em Nova Ubiratã são fechadas e comerciantes fazem passeada em prol da greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros

Publicado em: 25 de Maio de 2018
Foto Por: Daniel Da Silva
Fonte: Ubiratã News com Agencia Brasil e G1
(Fotos por: Daniel Da Silva)

Cerca de 50 trabalhadores dos comércios de Nova Ubiratã, se reuniram em frente à Praça da Fé e realizaram uma passeada, caminhando pela BR-242, até na entrada do município, que é onde os caminhoneiros estavam reunidos. 

A grande parte dos comércios locais em Nova Ubiratã, fecharam as portas por volta das 15h desta sexta feira (25), em sinal de apoio ao movimento nacional dos caminhoneiros pelo país.

Hoje (25) treze pontos de protesto foram registrados no quinto dia de manifestação nas rodovias do estado de Mato Grosso. Os protesto em prol dos caminhoneiros ocorreram na BR-070, BR-364, BR-163, BR-242, MT-358 e MT-480.

Veja os locais onde há protestos:

  • BR-070, km 504, em Cuiabá
  • BR-364, km 398, em Cuiabá
  • BR-163, km 95 em Rondonópolis
  • BR-163, km 119 em Rondonópolis
  • BR-163, km 593 em Nova Mutum
  • BR-163, km 601 em Nova Mutum
  • BR-163, km 686 em Lucas do Rio Verde
  • BR-163, km 691 em Lucas do Rio Verde
  • BR-163, km 764 em Sorriso
  • BR-163, km 750 em Sorriso
  • BR-163, km 821 em Sinop
  • BR-242, em Nova Ubiratã
  • MT-358, em Tangará da Serra
  • MT-480, em Tangará da Serra

 

Temer autoriza uso de forças federais

O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento. O anúncio foi feito há pouco pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

"Quero anunciar um plano de segurança imeadiato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro." 

Ontem (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias. Depois disso, as partes voltarão a se reunir.

Hoje (25), no entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país.

Em seu pronunciamento, Temer disse que uma "minoria radical" está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias. O presidente enfatizou que o governo atendeu às principais demandas da categoria. "O acordo está assinado e cumpri-lo é naturalmente a melhor alternativa. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel."

O ministro Eliseu Padilha disse, também nesta sexta-feira, que o governo confia no cumprimento do acordo firmado ontem com as lideranças do movimento.

A decisão de suspender a paralisação não foi unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusaram a proposta.

Hoje a associação divulgou nota na qual afirma que, ao contrário de outras entidades, "que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros". "Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União", diz o texto.