Mato Grosso

CASSAÇÃO DE SELMA - Com nova eleição, deputado diz que MDB deve manter apoio a Fávaro

TRE-MT determinou realização de novas eleições em MT, mas Tribunal Superior Eleitoral ainda julgará o caso

Publicado em: 23 de Abril de 2019
Foto Por: Alair Ribeiro/MidiaNews
Fonte: Midianews
O ex-vice-governador Carlos Fávaro que admitiu nova candidatura ao Governo

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) afirmou que, havendo uma nova disputa ao Senado em Mato Grosso, o MDB deve manter o apoio ao ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

 

Eleita em outubro passado, a senadora Selma Arruda (PSL) teve o mandato cassado por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), que ainda determinou realização de novas eleições no Estado.

 

O caso ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas muitos nomes já surgem como possíveis candidatos. Entre os quais, Fávaro, que ficou em terceiro lugar na disputa.

“O MDB está aguardando a decisão final da Justiça. O partido apoiou o Jayme Campos (senador eleito) e o Fávaro. E, caso realmente efetive a nova eleição, temos uma grande simpatia pelo Carlos Fávaro”, disse o deputado Thiago Silva.

 

Ele lembrou, inclusive, que o ex-vice-governador participou da convenção do MDB realizada no último dia 6, numa demonstração de que ele tem bom trânsito entre os membros da sigla.

 

“Ele esteve na nossa convenção e vejo que, efetivada nova eleição, a tendência é o partido caminhar com Fávaro”, acrescentou o deputado.

 

Nos bastidores, no entanto, as informações dão conta de que o presidente da sigla, deputado federal licenciado Carlos Bezerra, estaria resistindo a um novo apoio ao social democrata.

 

Cassação

 

O Tribunal Regional de Mato Grosso cassou o mandato de Selma Arruda e de sua chapa por abuso do poder econômico e caixa 2 na campanha eleitoral de 2018.

 

A congressista continua no cargo até que o caso seja julgado em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral. 

 

Os sete juízes eleitorais do TRE acataram os argumentos da acusação, que apontaram abuso do poder econômico e caixa 2 durante a campanha eleitoral.

 

Além da cassação e de nova eleição, os magistrados ainda determinaram a inelegibilidade de Selma e de seu suplente Gilberto Possamai por 8 anos.

 

A medida não se aplica a segunda suplente da chapa, Clerie Fabiana Mendes (PSL), pois, conforme o relator, não ficou comprovada sua participação nas irregularidades.