Cuiaba

Ex-assessor de Dilmar aciona Justiça e cobra R$ 8 mi por serviços de campanha

Publicado em: 24 de Junho de 2019
Fonte: RDNews

O ex-assessor parlamentar Victor Hugo Batista Miranda acionou a Justiça para cobrar mais de R$ 8 milhões do deputado Estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), para quem trabalhou na Assembleia (de 2015 a fevereiro de 2018) e, segundo ele, também após a sua exoneração (fevereiro a dezembro) .

O caso começou a tramitar no último dia 20 e será julgado pela juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo da 4ª Câmara Cível de Cuiabá, que já marcou audiência de conciliação para 16 de setembro.

No despacho, a magistrada adverte que o “não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação será considerado ato atentatório à dignidade da Justiça, sancionado com multa de até 2% da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa”.

Ao #Rdnews Victor relata que trabalhou sem contrato durante este período por confiar em Dilmar. Alega que o parlamentar se comprometeu em pagar pelos serviços prestados na pré-campanha e campanha eleitoral, mas que os meses foram passando e isso não ocorreu. “Poderia ter pego outros políticos”, ressalta Victor, que atualmente trabalha no gabinete do deputado estadual Thiago Silva (MDB). O ex-assessor diz que chegou a procurar Dilmar, mas que o deputado disse que não o pagaria.

Um dos advogados do ex-assessor do democrata, Eduardo Mahon explica que o valor da causa foi calculado após pesquisa de mercado sobre tabela de preços por serviço prestado. “Como não sabíamos, nós consultamos as agências. Existe um valor tabelado por serviço”.

O jurista argumenta que o seu cliente tem a comprovação, por exemplo, de ter feito cerca de 400 vídeos para o deputado. “Cuidava das contas do Facebook, Instagram e Twiter. Tem a senha e acesso ao site do candidato. Era quem pagava as contas das redes sociais”, detalha Mahon, ponderando que todo o conteúdo tem relação com as eleições do ano passado. “Ele tem um filho pequeno e o deputado continua inadimplente”.

O deputado, por sua vez, alega que ainda não foi notificado e que só vai se pronunciar sobre o caso depois.