Mato Grosso

Justiça começa ouvir testemunhas de Caixa 2 contra Selma Arruda.

Crime eleitoral

Publicado em: 13 de Novembro de 2018
Foto Por: REPRODUÇÃO
Fonte: MUVUCA POPULAR
Caso Selma perca o mandato haverá eleições suplementares em MT

Com o mandato sob risco por crime confesso de Caixa2 em campanha, a ex-juíza Selma Arruda (PSL) deverá passar os próximos dias acompanhando o desenrolar do seu caso sem saber se será diplomada como senadora em 2019.

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Pedro Sakamoto marcou para hoje, terça-feira (13), o depoimento do publicitário Júnior Brasa, da Genius Publicidade, na ação eleitoral que tramita contra a senadora eleita.

Cinco outras testemunhas deverão depor. O processo está sob sigilo, a pedido da própria Selma, que quando era juíza chegava a tratar os casos sob sua jurisdição dando entrevistas nas rádios, TV's e expondo os réus nas mídias sociais, afim de ganhar notoriedade para se candidatar.

A ação eleitoral sobre o crime cometido pela então candidata foi proposta pelo seu rival, candidato ao Senado, Sebastião Carlos (Rede), e teve como base o processo judicial movido pelo ex-marqueteiro dela, que cobra o valor de R$ 1,1 milhão, referente a um contrato de prestação de serviços na pré-campanha eleitoral.

No processo, o publicitário Junior Brasa alega que Selma o contratou para fazer a pré-campanha eleitoral e pagou parte do serviço, no valor de R$ 700 mil, com 4 cheques pessoais, além de ter realizado transferência bancária.

Os pagamentos, contudo, teriam sido feitos em período proibido pela Justiça Eleitoral e os gastos com a empresa de publicidade não contabilizados na prestação de contas de Selma, o que configura crime eleitoral.

O desembargador também determinou que Selma Arruda apresente extratos bancários e demais documentos para a comprovação da movimentação financeira no período compreendido entre 1º de abril de 2018 e 4 de setembro de 2018. A ação contra Selma também corre no Ministério Público Federal (MPF). A juíza aposentada, que foi financiada por barões do agro-negócio e teve a campanha mais cara do que a do próprio presidente da república Jair Bolsonaro, também é acusada de tentar omitir gastos de campanha.

Caso perca o mandato, o que é bem provável, Mato Grosso deverá realizar eleições suplementares para o Senado.