02 de agosto de 2021

Nova Ubiratã

Agronegócio

Agricultores de MT se movimentam para diminuir prejuízos nas lavouras e líderes do setor indicam antecipação de provas

Foto por: Assessoria

O atraso e as perdas da colheita de soja por causa do excesso de chuvas estão mobilizando agricultores e líderes do setor na busca por soluções que diminuam os prejuízos. As ações devem ser realizadas agora, ainda na colheita.

O produtor rural Cleuri Antônio Sandri, de Santa Carmem, a 35 km de Sinop, plantou com atraso por causa de um veranico no final do ano passado e agora pegou uma chuva pesada. Ele contabiliza as perdas da soja e está preocupado com a cultura do milho que vem logo em seguida.

"Passamos quase 15 dias invernando, só chuvas. Não tem soja que aguente essa quantidade de água, perdi 10% do que plantei. A gente já está plantando milho fora da janela, não esperávamos que o clima mudaria dessa maneira", lamenta Sandri.

O presidente do Sindicato Rural de Sinop, que também é vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja (APROSOJA) de MT, Ilson José Redivo, explica que as instituições ainda esperam por um levantamento do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (IMEA) para ter uma noção melhor das perdas.

Segundo ele, ainda falta colher 30% do total da soja produzida no estado. Toda a produção de milho já deveria estar plantada, o que ainda não aconteceu. Redivo explica que neste momento é preciso juntar o máximo de provas, de documentações para ter argumentos em eventuais demandas na justiça.

"Ocorre que os contratos com as grandes compradoras são muito favoráveis para elas. Se um agricultor ficar sem entregar, por exemplo, uns 30% do que está acordado, ele é executado sobre os 100% do contrato e não apenas pelos 30%. Pior que isso, ele fechou contrato a R$80,00 a saca e será executado com preço do dia, hoje na faixa de R$160,00. Isso causa um impacto enorme no setor", explica Redivo.

O presidente orienta ainda que cada produtor rural já procure as compradoras, que se abram negociações, que elas sejam formalizadas, escritas e aditivadas nos contratos, sempre com orientação jurídica.

"Em paralelo, que se façam laudos periciais junto de profissionais do setor e sob chancela dos cartórios. Mais ainda, que se procure a justiça para a produção antecipada de provas: laudos, imagens, fotos sob a chancela das autoridades judiciais. Tudo isso só se faz agora, depois que colheu não tem mais jeito de provar", detalha o líder do setor agrícola.

Os prefeitos de Mato Grosso foram chamados para analisar os casos e, se possível, decretar estado de emergência. Algo que ainda deve demorar porque depende de vários dados e documentos que devem ser levantados.

O prefeito de Santa Carmem, Rodrigo Frantz, é um dos que estão empenhados na causa. Ele conta que o setor é a base da economia da cidade e que os números levantados até o momento são preocupantes.

"Fizemos um levantamento da perda, em nosso município, apenas 40% da colheita de soja foi feita sem problemas. Estamos trabalhando com o sindicato para que medidas possam ser tomadas", argumenta.

A Defesa Civil do estado está respondendo a procura dos agricultores e líderes políticos e em breve se pronunciará sobre a situação.

 

Fonte: Assessoria

Escrito por: Assessoria

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