Agronegócio
Foto por: Keren Mizael
Mesmo diante de um cenário de desaceleração econômica nacional, Mato Grosso segue na contramão do país e mantém o ritmo acelerado de crescimento. O estado lidera o ranking de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, impulsionado pela força do agronegócio e pelo avanço da industrialização. Entre os destaques, Nova Ubiratã e Nova Mutum se consolidam entre os 100 municípios mais ricos do agro no Brasil, segundo dados recentes do setor.
O desempenho é reflexo direto da diversificação produtiva. O PIB estadual saltou de uma projeção de 4,1% em janeiro para 6,6% em setembro, de acordo com o boletim do Banco do Brasil, colocando Mato Grosso à frente de todas as demais unidades federativas.
Enquanto o Banco Central revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB nacional — de 2,1% para 2% , o estado segue em expansão contínua, sustentado pela combinação entre produção agrícola e crescimento da base industrial.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o agronegócio foi o motor do primeiro ciclo econômico mato-grossense. Agora, o protagonismo é dividido com a agroindústria, que agrega valor às matérias-primas, gera empregos qualificados e fortalece o interior. Atualmente, o setor emprega mais de 200 mil pessoas direta e indiretamente.
Em Nova Ubiratã e Nova Mutum, esse avanço é visível. Os municípios têm ampliado suas plantas industriais, fortalecendo a cadeia produtiva do milho, da soja e da pecuária. Com novos investimentos em usinas de etanol de milho, frigoríficos e indústrias de biodiesel, as duas cidades se tornaram polos estratégicos no processo de transformação e verticalização da produção agrícola.
A indústria estadual deve crescer 6,7% em 2025, índice superior à média nacional, segundo projeção da Sedec. Nos últimos dez anos, o PIB industrial de Mato Grosso triplicou, alcançando R$ 37,7 bilhões, o equivalente a 16,3% do PIB estadual, conforme a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT).
Para a FIEMT, os resultados mostram o potencial do estado, mas ainda há gargalos a superar, como a logística deficiente e a instabilidade tributária. “Com a expansão da infraestrutura de transporte e a modernização do ambiente regulatório, Mato Grosso pode acelerar ainda mais sua industrialização e reduzir a dependência das exportações de commodities in natura”, destaca a entidade.
A expansão industrial também é percebida em outros polos estratégicos:
Além disso, municípios como Campo Verde, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sapezal e Campo Novo do Parecis seguem investindo em tecnologia no campo, especialmente na produção de soja, milho e algodão.
Em paralelo, cidades como Colniza, que passou de 9 para mais de 70 agroindústrias em uma década, e Água Boa, que será ponto logístico estratégico da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), mostram que o processo de industrialização está se interiorizando e ganhando força em todas as regiões do estado.
Com essa combinação de campo produtivo e indústria em expansão, Mato Grosso reafirma seu protagonismo nacional e municípios como Nova Ubiratã e Nova Mutum despontam como símbolos do novo ciclo de riqueza e desenvolvimento no agronegócio brasileiro.
Fonte: G1
Escrito por: Redação
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