09 de março de 2026

Nova Ubiratã

Agronegócio

AUMENTO DE FERTILIZANTES Fávaro diz que tensão entre EUA e Irã preocupa mercado agrícola

Ministro diz que governo acompanha possíveis impactos nos custos de produção

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro

Foto por: REUTERS/Adriano Machado

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo federal acompanha com cautela os possíveis impactos do recente ataque dos Estados Unidos ao Irã, que elevou a tensão no Oriente Médio e já provoca preocupação no mercado internacional. Ele ressalta que o Irã é um dos principais compradores de produtos agrícolas brasileiros, especialmente milho, o que torna o cenário internacional motivo de atenção para o setor.

 

"O Irã é um grande parceiro comercial da argricultura brasileira, o maior comprador de milho do Brasil.  Também somos muito dependentes de nitrogenados importados, portanto tem correlação no custo de produção. Já há algum temor no mercado, mas eu gostaria de tratar isso com bastante cautela", disse Fávaro nesta sexta-feira (06). 

 

Além das exportações, Fávaro lembrou que o Brasil também depende da importação de fertilizantes nitrogenados, insumo fundamental para a produção agrícola, o que pode influenciar os custos no campo caso a crise se intensifique. Analistas apontam que tensões na região podem afetar rotas logísticas e o fornecimento de fertilizantes e grãos.

 

Apesar das incertezas, o ministro afirmou que, por enquanto, não há necessidade de medidas emergenciais para apoiar os produtores. Segundo ele, a maior parte dos agricultores que estão plantando a segunda safra de milho já adquiriu os insumos necessários.

 

“A safra de verão começa a ser implantada a partir de setembro, então ainda temos tempo para acompanhar o cenário. É um momento de observação, de cautela, e o governo vai acompanhar isso ao lado dos produtores”, concluiu.

 

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, ao Canal Rural essa semana, a escalada do conflito no Oriente Médio pode gerar reflexos positivos para o agronegócio brasileiro. 

 

"Sabendo que o Oriente Médio, é grande produtor de petróleo também, o que tende a encarecer os nossos custos, mas por outro lado tende a valorizar as commodities, já que em períodos de guerra e inflação, os fundos de investimento tendem a migrar para as commodities, o que melhora os preços e também uma maior demanda por biocombustíveis. E hoje o Brasil tem se destacado aí na produção tanto do biodiesel quanto do etanol de milho. Então, há uma tendência de se aumentar a procura por esses biocombustíveis em período de escassez de petróleo", analisa. 

 

Durante entrevista, Fávaro destacou que o Brasil tem tradição diplomática voltada à paz e que, neste momento, o mais importante é evitar alarmismo. Segundo ele, o país mantém boas relações comerciais com o Irã, considerado um parceiro relevante para o agronegócio brasileiro.

 

“O Brasil é um país que não tem contencioso diplomático com ninguém. Ao contrário, o histórico brasileiro, especialmente nas gestões do presidente Lula, é buscar a paz e fazer intermediações pela paz. É um momento de cautela, não precisamos criar pavor”, afirmou.

Fonte: Gazetadigital.com.br

Escrito por: Ana Frutuoso ana

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