Agronegócio
Levantamento do LSPA indica que a produção nacional da oleaginosa deve atingir 174,1 milhões de toneladas; MT segue no topo como o maior produtor de grãos do país.
O agronegócio brasileiro caminha para um novo marco histórico em 2026. Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE, a safra nacional de grãos deve atingir 348,7 milhões de toneladas, com a soja batendo um novo recorde na série histórica ao alcançar 174,1 milhões de toneladas.
Mato Grosso consolida sua posição de liderança absoluta, sendo responsável por 30,9% de toda a produção nacional de grãos. Somente em relação à soja, o estado manteve a estimativa de colher 50,5 milhões de toneladas, um volume que representa estabilidade em relação ao mês anterior e um crescimento de 0,7% comparado ao consolidado de 2025.
De acordo com Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura da pesquisa, o desempenho recorde da soja é impulsionado por um ganho de produtividade de cerca de 3,7%, favorecido por condições climáticas positivas nas principais regiões produtoras. “Trata-se de uma safra puxada principalmente pela soja, que deve crescer 4,8% em relação ao ano passado”, destaca.
O Centro-Oeste mantém o protagonismo, respondendo por exatos 50% do volume total produzido no país, com 174,5 milhões de toneladas. No ranking das unidades da federação, após o domínio de Mato Grosso, aparecem o Paraná (13,5%) e o Rio Grande do Sul (10,8%).
Enquanto a soja brilha com números históricos, outras culturas apresentam comportamentos distintos nesta estimativa de abril:
Um dos pontos altos do relatório é a recuperação da produção no Rio Grande do Sul, que projeta um salto de 34,6% na colheita de soja em relação ao período anterior, atingindo 18,4 milhões de toneladas. No Mato Grosso do Sul, o crescimento estimado é de 19,1%, consolidando o cinturão produtivo do Centro-Sul.
A área a ser colhida no país também reflete o otimismo com a oleaginosa, apresentando um aumento de 1,2%. Já o arroz e o algodão tiveram retrações na área cultivada de 10,4% e 4,3%, acompanhando a tendência de mercado e preços internacionais.
Fonte: CENÁRIO MT
Escrito por: Gustavo Praiado
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