Denúncia
Entenda os próximos passos da crise no Supremo Leia mais em: https://veja.abril.com.br/brasil/a-ressaca-das-mensagens-de-alexandre-de-moraes-e-daniel-vorcaro-no-stf/?utm_source=p
Com um dos maiores escândalos da República a depurar, o STF se reúne nesta quarta-feira para analisar uma agora periférica pauta de processos sobre questões tributárias e trabalhistas.
Presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin segue em silêncio diante da revelação das mensagens que mostram negócios milionários e uma relação ativa entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro
A postura de Fachin segue o roteiro determinado pelo relator do caso Master na Corte, ministro André Mendonça, que estabeleceu um prazo de cinco dias para que a PGR analisasse o relatório da Polícia Federal sobre Moraes.
Se nada mudar de última hora, o caso só deve ser liberado por Mendonça na próxima semana, ainda que o chefe da PGR, Paulo Gonet, também citado nas mensagens de Vorcaro, tenha corrido para liberar um parecer em que se manifesta pela nulidade do trabalho da PF.
Mendonça não tem a obrigação de acatar o documento — que deve ser analisado sob a ótica de potencial impedimento de seu autor — nem pressa para correr com o caso, que já mobiliza forças dentro do próprio tribunal contra as investigações e em defesa de Moraes.
Como o Radar mostrou, nesta terça-feira, mensagens colhidas pela PF mostram que Moraes conheceu Vorcaro no fim de 2023. Num espaço de quinze dias e dois encontros, o ministro do STF e o banqueiro se aproximaram e encaminharam o contrato milionário de assessoria jurídica lavrado com o escritório da mulher do magistrado. Moraes fez a última edição dos termos, segundo a PF descobriu.
A partir dessa relação milionária, o ministro do STF, segundo a PF, tornou-se um interlocutor frequente de Vorcaro, frequentando sua casa e participando de convescotes de luxo. As mensagens apreendidas pela PF mostram que Vorcaro fazia perguntas a Moraes e pedia que ele influenciasse o chefe da PGR, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues, para que eles vazassem informações e até atrasassem investigações sobre as fraudes do Master.
Como o Radar mostrou, nesta terça-feira, mensagens colhidas pela PF mostram que Moraes conheceu Vorcaro no fim de 2023. Num espaço de quinze dias e dois encontros, o ministro do STF e o banqueiro se aproximaram e encaminharam o contrato milionário de assessoria jurídica lavrado com o escritório da mulher do magistrado. Moraes fez a última edição dos termos, segundo a PF descobriu.
A partir dessa relação milionária, o ministro do STF, segundo a PF, tornou-se um interlocutor frequente de Vorcaro, frequentando sua casa e participando de convescotes de luxo. As mensagens apreendidas pela PF mostram que Vorcaro fazia perguntas a Moraes e pedia que ele influenciasse o chefe da PGR, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues, para que eles vazassem informações e até atrasassem investigações sobre as fraudes do Master.
Moraes era uma espécie de conselheiro, chegando a ser consultado por Vorcaro se ele deveria deixar o país na véspera da operação que resultou na prisão dele, em novembro de 2025.
O banqueiro também apelou seguidas vezes para que o ministro do STF bloqueasse o avanço de investigações contra o banco.
Essas evidências lançaram o STF no centro de uma crise perante a opinião pública. As consequências dessa crise para a imagem e a credibilidade do Supremo é o que devem guiar o julgamento de parte dos ministros que defende a abertura de uma investigação contra Moraes. Outra ala do Supremo segue alinhada ao ministro e tende a buscar desqualificar as provas, apontar vícios na conduta do relator Mendonça e buscar a nulidade do caso.
Moraes não se manifestou nesta terça-feira sobre as mensagens. Nesta quarta, porém, ele e Mendonça vão se encontrar no julgamento marcado para 14h no Supremo. Com um assunto tão impactante ao país, é possível que algum ministro se manifeste sobre o caso na sessão desta tarde.
Na análise de ministros ouvidos pelo Radar, o tribunal estaria hoje dividido e potencialmente empatado sobre o caso Moraes. Os ministros, no entanto, seguem refletindo a evolução da crise no noticiário e nas redes sociais para entender se há — e qual o tamanho — espaço de manobra no caso.
Fonte: VEJA
Escrito por: Redação
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