18 de abril de 2026

Nova Ubiratã

Denúncia

Brasileiros mortos na Ucrânia viram comida de porcos e cachorros, diz ex-soldado

Relatos de extrema brutalidade e negligência marcam o depoimento de um ex-combatente brasileiro que atuou na guerra da Ucrânia. Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, um baiano de 38 anos, identificado com o nome fictício Rafael, descreve um cenário em que a morte de soldados estrangeiros — incluindo brasileiros — se transforma em instrumento de lucro e conveniência administrativa, enquanto famílias permanecem mergulhadas na incerteza e no silêncio.

Segundo Rafael, além dos riscos constantes impostos por minas terrestres, bombardeios e drones explosivos, há uma prática recorrente no front: corpos de combatentes mortos não são resgatados deliberadamente, sendo registrados como “desaparecidos” ou “mortos em área não controlada”. Essa classificação, afirma, permite que determinadas unidades militares continuem recebendo pagamentos e benefícios vinculados ao efetivo ativo, enquanto parentes não são oficialmente informados sobre o falecimento.

“Não é que não dê para buscar os corpos. É porque não querem”, afirma o ex-combatente. De acordo com ele, muitos cadáveres permanecem por dias ou semanas em áreas de combate e acabam soterrados, dilacerados por explosões ou devorados por animais, como porcos e cães. Em alguns casos, relata, os corpos se tornam alvo de zombaria por forças inimigas, agravando ainda mais a violência simbólica contra os mortos.

O depoimento expõe uma dimensão pouco visível do conflito: a desumanização sistemática de combatentes estrangeiros, frequentemente tratados como descartáveis. Rafael afirma que a condição de voluntário ou mercenário torna esses soldados ainda mais vulneráveis a abusos, já que não contam com a mesma estrutura de proteção, repatriação ou comunicação oficial com seus países de origem.

Para as famílias, o impacto é devastador. Sem confirmação oficial da morte, parentes vivem um luto suspenso, sem direito a velório, sepultamento ou mesmo à certeza do destino de seus entes queridos. “O silêncio vira uma tortura diária”, descreve o brasileiro, ao relatar o desespero de mães, esposas e filhos que aguardam notícias que nunca chegam.

As denúncias feitas por Rafael ainda não foram confirmadas por autoridades ucranianas ou organismos internacionais, mas reforçam preocupações já levantadas por organizações humanitárias sobre o tratamento dado a combatentes estrangeiros em conflitos armados. Procurado pela reportagem, o governo brasileiro não se manifestou até o fechamento deste texto.

O relato lança luz sobre uma face obscura da guerra: aquela em que vidas humanas deixam de ser apenas vítimas do conflito e passam a integrar uma engrenagem econômica e burocrática, onde o desaparecimento pode valer mais do que a confirmação da morte.

Fonte: JK NOTÍCIAS

Escrito por: Redação

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