Escuta Ativa
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Reajuste Digno: Promessa Antiga, Realidade Negada.
Mais uma vez, os profissionais da Educação são deixados para trás. Ano após ano, o discurso se repete: a justificativa leviana de que não há recursos suficientes para conceder um reajuste digno aos professores, que trabalham praticamente o dia inteiro, de segunda a sexta-feira, enfrentando desafios que poucos conseguem dimensionar.
É lamentável perceber que, para aumentar os salários de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e até do Presidente da República, raramente se fala em análise de impacto financeiro. Esses reajustes acontecem com rapidez impressionante, enquanto os profissionais da Educação aguardam meses — ou até anos — para receber um percentual irrisório. No caso da Gestão Municipal de Nova Ubiratã-MT, o reajuste de apenas 4,26% evidencia o descaso com a categoria e revela uma inversão de valores que não passa despercebida à população.
Aos olhos de quem acompanha a atual gestão, torna-se cada vez mais evidente a priorização de interesses pessoais em detrimento do bem coletivo. O povo percebe, mas um povo oprimido, muitas vezes, não tem voz. E agora, José?
Os profissionais da Educação têm enfrentado retaliações e até se tornado alvo de chacotas em rodas de conversa que envolvem lideranças políticas — aquelas que deveriam fiscalizar, apoiar e defender a classe trabalhadora. Esse cenário gera medo, constrangimento e silenciamento. Já vimos, ao longo da história, o que acontece com quem ousa questionar o poder.
Não é segredo que a atual gestão municipal tem ampliado contratações sem planejamento, muitas delas acompanhadas de gratificações que chegam a 100%, inflando a folha de pagamento e demonstrando a ausência de uma política séria de gestão fiscal. Isso pode explicar o discurso recorrente de falta de recursos para cumprir o piso salarial dos profissionais da Educação.
Há ainda questionamentos sobre o uso dos recursos públicos para honrar compromissos assumidos durante o período eleitoral. Curiosamente, o mesmo gestor afirmava, em campanha, que não fazia acordos com ninguém. Um líder não pode ter duas palavras: isso corrói a confiança pública e compromete a própria democracia.
02/2026. (Redação - Avlis Eremisor)
Fonte: Avlis Eremisor
Escrito por: Avlis Eremisor
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