18 de abril de 2026

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Irã fala pela 1ª vez em fim da guerra e impõe condições para encerrar o conflito

Presidente iraniano afirmou na noite de quarta (11) que país quer reconhecimento de “direitos legítimos” do Irã, pagamento de reparações e garantias de segurança.

presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

Foto por: Angelina Katsanis/AP Photo

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o fim da guerra no Oriente Médio depende do cumprimento de três condições impostas por Teerã.

A fala, na noite de quarta-feira (12), foi a primeira vez em que uma autoridade iraniana mencionou publicamente a possibilidade de fim nos conflitos atuais, apesar de ataques ao Golfo Pérsico seguirem e o novo líder supremo ter ameaçado atacar bases dos EUA (leia mais abaixo).

Pezeshkian apresentou como exigências para que o Irã cesse ataques:

  • reconhecimento dos “direitos legítimos” do país;
  • O pagamento de reparações às destruições provocadas por ataques dos EUA e Israel;
  • E a criação de garantias internacionais que impeçam novas agressões.

    Segundo o presidente iraniano, essas medidas representam “o único caminho” para encerrar o conflito com Israel e os Estados Unidos. O posicionamento, foi divulgado pelo presidente iraniano nas redes sociais, em meio à intensificação dos confrontos envolvendo os três países.

    Na mensagem, Pezeshkian afirmou ainda que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, para quem disse ter manifestado o compromisso do Irã com a paz na região. No entanto, responsabilizou os adversários pela escalada do conflito

  • “Em conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão, reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região. A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, escreveu.

     

    Já nesta quinta-feira (12), o novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, teceu novas ameaças aos Estados Unidos em seu primeiro pronunciamento oficial.

    Na declaração, lida por um apresentador, Motjaba fez ameaças aos Estados Unidos e anunciou novos ataques a bases militares do país no Oriente Médio:

    "Todas as bases americanas da região devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas", afirmou, acrescentando: 'O Irã não se absterá de vingar o sangue de seus mártires".

  • O atual conflito no Oriente Médio começou após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano no fim de fevereiro.

    Esses ataques resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de parte da cúpula militar do país, desencadeando uma onda de retaliações iranianas e ampliando a escalada militar na região.

    Pressionado pelos países vizinhos, alvos dos ataque retaliatórios iranianos contra os EUA e Israel desde o começo da guerra, Khamenei defendeu a ofensiva de Teerã. Disse que o país acredita na "amizade" com eles e, por isso, está atingindo apenas bases militares, mas que é "inevitável continuar".

  • Desde então, Teerã tem respondido com ataques a bases americanas e posições israelenses, além de elevar as ameaças a embarcações ligadas aos dois países no Golfo Pérsico — uma rota responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

    Enquanto o Irã promete retaliação, Estados Unidos e Israel mantêm operações aéreas contra infraestrutura militar e estratégica iraniana.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em pronunciamentos recentes que a guerra estaria “praticamente encerrada”, apesar da continuidade das tensões.

    Israel, por sua vez, declarou que suas operações continuarão “enquanto for necessário”. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país não pretende interromper a ofensiva até atingir todos os objetivos militares definidos pelo governo.

    A escalada ocorre poucos dias depois de Pezeshkian ter criticado publicamente as exigências americanas de “rendição incondicional”, classificando-as como “um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, durante outro pronunciamento divulgado pela TV estatal iraniana. Na ocasião, ele também pediu desculpas por ataques a países vizinhos, atribuindo-os a falhas internas de comunicação.

Fonte: G1

Escrito por: Redação

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