18 de abril de 2026

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Orelhão foi criado por arquiteta chinesa que cresceu no Brasil e virou símbolo nacional; veja a história do telefone público

Presente nas ruas brasileiras desde os anos 1970, a cabine criada por Chu Ming Silveira em formato oval marcou gerações. Cerca de 38 mil aparelhos ainda estão espalhados pelo país,

O orelhão, telefone público que está com os dias contados, faz parte das ruas brasileiras há décadas e se tornou um símbolo nacional. O aparelho perdeu espaço com a popularização do celular, mas já foi essencial para milhões de pessoas.

A história do orelhão começa em 1971 com um projeto de Chu Ming Silveira, arquiteta que nasceu na China e cresceu no Brasil.

Inicialmente, o telefone funcionava com fichas telefônicas, moedas que, mais tarde, foram substituídas por cartões. A alternativa são as chamadas "a cobrar", que descontam o valor de quem recebe as ligações.

Os orelhões eram usados com muita frequência até o começo dos anos 2000, quando boa parte da população não tinha telefone em casa. A cabine funcionava como um meio rápido de comunicação.

A partir deste mês de janeiro, os orelhões começarão a ser retirados das ruas. Hoje, há cerca de 38 mil desses aparelhos nas ruas brasileiras, segundo Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Confira mais abaixo quantos orelhões ainda existem na sua cidade.

 

👂O orelhão

 

orelhão foi criado em em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Ela trabalhava no Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB) quando elaborou o aparelho, segundo o site dedicado à memória da arquiteta.

Nascida em Xangai em 1941, Chu Ming veio ao Brasil com a família quando ainda era criança, segundo relato de seu filho Alan Chu à BBC. Depois, se formou como arquiteta em São Paulo e foi trabalhar na CTB, onde desenvolveria o projeto.

A cabine foi lançada no Rio de Janeiro e em São Paulo em janeiro de 1972. Em formato de ovo, ela oferecia abrigo para o sol e a chuva.

Além disso, havia uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo.

O orelhão se espalhou pelas ruas do Brasil ao longo dos anos 1970 e ganhou o apelido pelo qual ficou conhecido.

 

"Foi algo inovador nesse sentido, porque era um projeto nacional. Foi projetado para o nosso país, para o nosso clima", disse Alan Chu à BBC.

 

Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, se tornou icônica pelo seu design e acabou reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.

 

Fonte: G1

Escrito por: Redação

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