Geral
Seleção iraniana será o foco político da competição, pois nunca antes um país participante do torneio esteve em guerra com um país anfitrião
A seleção do Irã chegou ao México, neste domingo, 7, para estabelecer seu campo base em Tijuana para uma Copa do Mundo de futebol complicada pela guerra com os Estados Unidos, que negaram os vistos para alguns membros do corpo técnico para os jogos previstos em seu território.
Apesar do impasse diplomático, a participação iraniana no Mundial está mantida. A estreia da equipe no Grupo G está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.
Depois, o Irã enfrentará a Bélgica, também em Los Angeles, no dia 21. O último compromisso da fase de grupos será diante do Egito, em Seattle, em 27 de junho.
Neste sábado (6/6), o governo iraniano acusou os Estados Unidos de dificultarem a entrada de integrantes da delegação no país. Segundo autoridades de Teerã, diversos membros da comissão técnica, dirigentes e profissionais de apoio tiveram seus pedidos de visto negados.
Em nota divulgada pela embaixada iraniana na Turquia, o episódio foi classificado como um tratamento discriminatório. A representação diplomática questionou a exclusão de integrantes considerados essenciais para o funcionamento da seleção durante o torneio.
A manifestação foi uma resposta a declarações do embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack. O diplomata afirmou que os atletas e a comissão técnica considerada necessária para a disputa da Copa receberam autorização para viajar.
De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Fars, mais de uma dezena de integrantes das áreas médica e esportiva não conseguiram obter os vistos. Entre eles estaria o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
Autoridades norte-americanas indicaram que parte das restrições estaria relacionada a possíveis vínculos de alguns integrantes com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização alvo de sanções dos Estados Unidos.
Mehdi Taj, que já integrou a Guarda Revolucionária, também havia sido impedido de entrar nos Estados Unidos em dezembro do ano passado para acompanhar o sorteio da Copa do Mundo.
Mesmo com as divergências diplomáticas e as dificuldades enfrentadas por parte da delegação, a seleção iraniana segue com a preparação para o torneio e mantém sua programação de jogos nos Estados Unidos.
Fonte: CORREIO DO POVO-METRÓPOLES
Escrito por: Redação
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