Governador não descarta lockdown em cidades de MT e cria leitos para evitar

Publicado em: 15 de Maio de 2020
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governador Mauro Mendes (DEM) revela que o Estado não descarta fazer “lockdown” e tomar medidas mais severas, caso o número de casos de Covid-19 aumente abruptamente e comece a colapsar o sistema de saúde. “Nunca descartamos, mas nós acreditamos que uma medida mais severa poderá ser analisada no tempo certo e implantada no momento certo”, disse Mauro, ao entregar 278 leitos definitivos no hospital Metropolitano para atender pacientes do novo coronavírus, num investimento de R$ 16,5 milhões.

O chefe do Executivo ressalta ainda que as medidas serão tomadas analisando a situação de cada cidade. Destaca, por exemplo, que até o último boletim da secretaria estadual de Saúde, 93 cidades não têm nenhum caso registrado. “Não podemos dar a esses municípios o mesmo tratamento que se pode dar a Cuiabá, Várzea Grande e outras cidades com maior número de casos. Importante que  população compreenda isso, que nós temos que trabalhar com seriedade, com trabalho e fazer as ações”, frisa. O norte das decisões é tomado a partir da análise de relatórios da inteligência que mostram detalhes da situação no Estado. O governador salienta ainda que o Estado tem se esforçado para impedir o colapso do sistema. Lembra que existiam apenas 77 UTIs em Mato Grosso e que já foram abertas mais 110 novas. Revela também a aquisição de mais 40 UTIs móveis para auxiliar no transporte de pacientes para as cidades onde estão as unidades fixas de terapia intensiva e que se comprometeu a ajudar a viabilizar 20 UTIs novas, 10 para Barra do Garças e 10 para Tangará da Serra, num esforço para descentralizar o atendimento. Combate à paralisia 

Apesar de demonstrar preocupação com a doença, Mauro ressalta que precisa se preocupar com outras doenças e também com a geração de emprego e renda. "São poucas as pessoas que podem ficar paradas 6 meses dentro de casa e que vão ter o que comer. As pessoas precisam trabalhar”, pondera.

Nessa linha, o chefe do Executivo destaca que o desafio é conciliar as duas coisas, tendo bom senso e tomando atitudes concretas. “Não podemos radicalizar nem de um lado e nem de outro”.