10 de fevereiro de 2026

Nova Ubiratã

Mato Grosso

MP promove reunião para debater fechamento do comércio e orientar manifestantes

Foto por: Portal Sorriso

O Ministério Público, por meio dos promotores Élide Manzini, Fernanda Pawelec e Márcio Florestan, promoveu, nesta tarde, uma reunião para debater o fechamento do comércio de Sorriso, bem como orientar sobre os requisitos legais das manifestações. O encontro foi realizado na sede da Promotoria de Justiça do município.

Participaram da reunião empresários, agricultores, além de profissionais de outros segmentos, representantes das forças de segurança, e das entidades que representam o comércio, e políticos. Questionada, a classe empresarial esclareceu que não há qualquer imposição para que os lojistas fechem seus estabelecimentos, configurando-se uma manifestação facultativa.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (Aces), César Roberto Schevinski, reiterou que a manifestação é ordeira e pacífica. “A gente sempre defendeu que o comércio se fortaleça e quem quiser se manifestar, é livre, e quem quer tocar o negócio, nós iremos respeitar”, frisou.

No evento, os promotores explanaram aos partícipes as características de manifestos legais. “É importante o que eles nos instruíram e isso vem fortalecer mais o nosso trabalho e nos nortear. A abertura para virmos buscar informações é importante”, acrescentou César.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sorriso, Jeferson Silveira, destacou que a entidade é livre e representativa, mas o direito de abertura ou fechamento do comercio é individual. “Não há nenhuma interferência de nenhuma entidade até porque somos um país democrático e toda e qualquer manifestação é de livre arbítrio de cada um”.

Entidade repudia áudio coercitivo

Sobre áudio que circula em aplicativos de mensagens, no qual empresários são coagidos ao fechamento de suas lojas, o presidente da CDL repudiou o ato. “É totalmente repugnante ouvir um áudio desse, pois estamos num país onde prezamos pela liberdade e áudios coercitivos são bárbaros e não são compatíveis com a nossa natureza e repudiamos veemente este tipo de comunicado. A liberdade econômica e do cidadão é primordial”.

Uma empresária sorrisense aproveitou o espaço para destacar o que motiva a manifestação de parte dos comerciantes. “Hoje nós temos que lutar para derrubar quem está lá em cima fazendo atrocidades e não tem como falar disso sem se emocionar porque nós perdemos a nossa liberdade”, frisou.

Prefeitura apoia manifestação pacífica

O prefeito Ari Lafin ressaltou que o Executivo é favorável às manifestações ordeiras. “Sou contra fechamento de rodovias e badernas como todos demais empresários se colocaram da mesma maneira. O fechamento do comércio tem sido algo de uma decisão de cada empresário, não há nenhum decreto ou imposição. Há uma manifestação de uma tristeza e busca de algumas respostas em nível federal referentes às eleições. Em Sorriso, o movimento tem sido ordeiro”.

Uma reunião, segundo Lafin, será realizada para avaliar os efeitos dos bloqueios na BR-163, sobretudo quanto ao quantitativo de alimentos e de combustível para manutenção das frotas do Poder Público.

À imprensa, o chefe do Executivo voltou a citar que a Prefeitura manifesta apoio e solidariedade à tradição do povo de Sorriso após as declarações de um jornalista sobre a "história" do município e seus colonizadores.

“Sorriso é formada por pessoas trabalhadoras. Fomos atacados dizendo que somos assassinos de índio, mas isso é uma mentira absurda. Os pioneiros que chegaram aqui foram para plantar arroz, e com o tempo foram semeando a soja e somos reconhecidos por homens e mulheres através do suor e mãos calejadas e nunca pelas mãos manchadas de sangue. Como líder não concordo, apoio às manifestações ordeiras”, concluiu Lafin.

Fonte: Portal Sorriso

Escrito por: Portal Sorriso

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