Mato Grosso
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou ao vistoriar, hoje, trechos da duplicação da 163 entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde que o TCE vai aprofundar a análise sobre os custos e a qualidade dos serviços executados. “O TCE vem discutindo há bastante tempo o custo das obras em Mato Grosso. Estamos fazendo uma série de auditorias sobre estradas construídas há um ano e que já estão destruídas”, explicou.
Ao longo da via, o presidente chamou a atenção para aspectos técnicos, como a estrutura dos acostamentos, que em alguns pontos chegou a medir menos de três palmos. “Estou há 20 quilômetros tentando encostar o carro e não consigo. Não tem cabimento uma obra tão grande, com custos tão elevados, sem acostamento correto. Quando o Estado paga, ele paga pelo acostamento também”, afirmou.
Durante a inspeção, destacou ainda que auditoria realizada pelo TCE identificou pontos que merecem atenção no trecho vistoriado, incluindo diferença de R$ 181 milhões entre a proposta inicialmente vencedora da licitação, de R$ 495 milhões, e o contrato posteriormente executado, no valor de R$ 676 milhões.
Conforme levado pela equipe técnica, a empresa com a proposta inicialmente vencedora teria sido desclassificada por não apresentar as garantias exigidas no processo. De acordo com ele, a fiscalização presencial busca aproximar o controle externo da realidade das obras executadas no estado e ampliar a transparência sobre a aplicação dos recursos públicos. “O TCE está com o pé na estrada para mostrar como é aplicado o dinheiro público”, concluiu.
A fiscalização acompanha um conjunto de contratos executados ao longo da BR-163, que somam cerca de R$ 4,281 bilhões em investimentos vinculados à concessão da Nova Rota do Oeste. As obras abrangem Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Cuiabá e Várzea Grande.
A relevância estratégica, logística e econômica da estrada levou a presidência do TCE a avocar a relatoria do acompanhamento das obras. O monitoramento também está vinculado à Mesa Técnica nº 8/2023, que acompanha a transição do controle acionário da concessionária para a MT Participações e Projetos S.A.
Na semana passada, o presidente determinou a suspensão de concorrência privada e contrato de R$ 133,7 milhões relacionados às obras do Trevão de Rondonópolis, após auditoria apontar indícios de sobrepreço de R$ 40,9 milhões. O valor contratado era cerca de 44% superior ao orçamento estimado pela equipe de auditoria.
A fiscalização, que segue para Sorriso e Sinop, integra um conjunto de ações conduzidas pelo TCE sobre a infraestrutura rodoviária.
Fonte: SÓ NOTÍCIAS
Escrito por: Redação
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