O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, defendeu na noite desta segunda-feira (05.12), em Cáceres, que o Congresso Nacional discuta a mudança da Constituição Federal para que as Forças Armadas possam atuar permanentemente na zona de fronteira.
Em seu discurso, durante a instalação do Gabinete de Gestão Integrada-Fronteira (GGI), que une as forças federais e estaduais, ao lado de entidades, para enfrentar o crime organizado na fronteira. A solenidade contou coma presença do vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Defesa, Celso Amorim, autoridades militares e estaduais.
Silval relatou que na fronteira seca de Mato Grosso com a Bolívia, numa faixa de 700 quilômetros, entra cerca de 70% das drogas, em especial a cocaína, distribuídas no Brasil. Vejo que o passo maior é enfrentar no Congresso a alteração da Constituição Federal que permita que as Forças Armadas atuem permanentemente na fronteira, disse Silval. Pela legislação, o Exército participa de ações na fronteira, mas não de forma permanente.
Antes da assinatura do Plano Estratégico de Fronteira e da instalação do GGI-Fronteira, a cúpula do Exército Brasileiro fez uma palestra técnica sobre os resultados da Operação Ágata III, desenvolvida nas últimas duas semanas na zona de fronteira com a Bolívia e que envolveu forças nacionais e estaduais.
O governador disse que os resultados da operação foram amplamente positivos. Na apresentação vi os resultados apresentados pelo General Bernardes e deu para perceber não só a sensação de segurança na região de Cáceres, mas até em Cuiabá [capital do Estado]. Quero agradecer a todos os que participaram desta operação, afirmou, enfatizando que era uma grande honra receber no Estado o vice-presidente e os líderes militares.
Silval lembrou que esteve em Brasília participando do lançamento do Plano de Segurança na Fronteira, ocasião em que a presidente Dilma Rousseff delegou ao vice-presidente Michel Temer a missão de coordenar as ações. Sei da sua difícil missão, mas sei também da sua experiência e competência. Pode contar com a parceria de Mato Grosso, destacou o Governador.
A presença das forças nacionais na fronteira durante a Operação Ágata, segundo o governador, incomoda os traficantes que não veem a hora que a operação termine. Só que aí eles vêm com mais força. Ao justificar a presença permanente das Forças Armadas, Silval disse que a Operação Gênesis, anterior a Operação Ágata, reprimiu a ação dos traficantes de armas e drogas. Mas assim que acabou, graças à ação da Operação Sentinela, com homens da PF e PRF, cresceu a apreensão de drogas e armas.
Em 2010 foram seis toneladas de drogas, e até agora as apreensões já se aproximam de seis toneladas, relatou. Para o governador, a presença constante das forças dificultaria as ações, diminuindo a entrada de drogas e armas.
Escrito por: Redação com Assessoria