13 de maio de 2026

Nova Ubiratã

Mato Grosso

Taques: “Não é razoável que o Executivo pague inativos da AL”

Governo quer repassar à AL uma despesa anual de R$ 70 milhões

Foto por: Marcus Mesquita/MidiaNews

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que não acha “razoável” o  Estado continuar pagando os aposentados, pensionistas e os beneficiários da Assembleia Legislativa.

 

Hoje, esses pagamentos, realizados pelo Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), custam aos cofres públicos cerca de R$ 70 milhões ao ano. No entendimento do govenador Pedro Taques cada Poder deve se responsabilizar por seus inativos.

 

“Não é razoável que o Poder Executivo continue a pagar os inativos da Assembleia Legislativa. Cada um no seu quadrado. Cabe ao Executivo gastar o seu orçamento com seus inativos e cada Poder gasta com o seu”, disse Taques, durante evento no Palácio Paiaguás.

 

Cada um no seu quadrado. Cabe ao Executivo gastar o seu orçamento com seus inativos e cada Poder gasta com o seu, diz Taques

O governador afirmou, ainda, que o tema vem sendo discutido desde o início do ano. Nos últimos dias, Taques  reuniu-se com o presidente da AL, Guilherme Maluf (PSDB), para tratar do assunto.

 

Ainda conforme o governador, a proposta é que a Assembleia Legislativa já comece a custear os pagamentos dos seus inativos a partir de 2016. O repasse imediato desses custos ainda não é possível dado o déficit orçamentário de R$ 1,7 bilhão que a atual gestão diz ter encontrado.

 

“Disse ao presidente da Assembleia que a partir de 2016 temos que mudar essa realidade, que, ao meu juízo, não se afigura correta diante do quadro orçamentário que o Estado apresenta”, afirmou.

 

Taques disse que aguarda a proposta de um cronograma por parte do Poder Legislativo.

 

“Estamos aguardando a resposta do deputado Guilherme Maluf. Quero crer que a partir de 2016 isso já possa ser feito. Ele vai me apresentar uma proposta”, disse.

 

TCE também assumirá inativos

 

O governador afirmou que também solicitará que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) assuma os custos dos seus inativos. O assunto já foi tratado com o presidente, Waldir Teis.

 

“Conversei com o presidente e estamos analisando o tema conjuntamente. Nós, do Poder Executivo, não vamos fazer o rompimento sem que a Assembleia e o TCE possam se adaptarem a essa realidade”.

 

“Preciso tocar nesse tema sem qualquer possibilidade de que as relações entre o Legislativo, o Executivo e demais Poderes possam sofrer abalos, pois isso faz parte do que determina a Constituição”, concluiu Taques.

Fonte: Midianews

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