A exatos sete meses das eleições gerais em todo o paÃs, o quadro polÃtico começa a ganhar contornos mais definidos em Mato Grosso. Em 3 de outubro deste ano, mais de 2 milhões de eleitores vão à s urnas para escolher o novo governador, além de dois senadores, deputados federais e estaduais. O clima, que já é quente no Estado desde o fim das eleições de 2008, tende a ficar mais acirrado a partir de agora. A disputa ao Palácio Paiaguás, por exemplo, está entre quatro pré-candidatos.
Dois deles já falam abertamente sobre o desejo de ser o sucessor de Blairo Maggi (PR). Silval Barbosa (PMDB), que hoje é vice do republicano, ganhou o apoio do grupo que está no poder e, mesmo assim, patina para decolar seu nome, especialmente na Baixada Cuiabana. É tido por muitos como “sombra” de Maggi e tenta desfazer a imagem. Para isso, é presença constante em inaugurações e eventos, representando o governo estadual.
Já o empresário Mauro Medes (PSB), que deixou o PR no final do ano passado justamente para disputar o Paiaguás, tem boa aceitação na Capital. Seu nome ficou conhecido durante o pleito de 2008, quando Mendes levou o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) ao segundo turno.
O tucano, aliás, protagoniza uma pré-disputa no arco de alianças. Wilson e o senador Jayme Campos (DEM) aguardam o resultado de uma pesquisa eleitoral para saber qual dos dois é mais aceito entre os mato-grossenses. A partir daÃ, um dos dois entra na briga pelo Paiaguás. Mesmo assim, ambos já têm discurso de candidato e tentam emplacar o nome.
O prefeito cuiabano enfrenta uma situação complicada devido aos desgastes sofridos após alguns escândalos, como, por exemplo, quando em agosto do ano passado viu membros de seu staff serem detidos pela PolÃcia Federal sob a acusação de fraudes em licitações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois disso, Wilson tenta contornar a situação.