01 de março de 2026

Nova Ubiratã

Meio Ambiente

Blairo aceita CPI do Dnit mas quer Pagot de volta no cargo de diretor

O senador Blairo Maggi (PR-MT) afirmou que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pode ser criada para apurar e apontar soluções para as questões de irregularidades do Ministério dos Transportes. Contudo, caso essa CPI vier a ser instalada, ele adianta que não assinaria o requerimento pela abertura da investigação, porque acredita na inocência de Pagot. Nesse sentido, ele apelará para que a presidente Dilma mantenha seu afilhado no cargo. “Isso fica a critério da oposição e não tenho nada a ver com isso. Se a oposição quiser recolher assinatura, ela pode, mas eu não assino”, enfatizou Maggi. A afirmação ocorreu durante entrevista coletiva realizada após o senador sair da audiência pública conjunta nas comissões de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle e de Infraestruturao Senado para ouvir o depoimento do diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, sobre denúncias a respeito de corrupção no Ministério dos Transportes. Para Blairo, o objetivo de Pagot de esclarecer as denúncias do suposto 'Mensalão do PR' foi construído com informações técnicas de como o departamento funciona e de como transitam a gestão de recursos e demandas dentro do governo federal. “Esse era o único objetivo, diferente do que foi especulado, de apenas falar a verdade e como as coisas acontecem desde o pensamento de uma formulação de uma obra pública aqui no Brasil”, ressaltou. O senador disse ainda que aguardará o desenrolar das investigações e pedirá à presidente Dilma Rousseff (PT) para deixar o diretor, atualmente afastado, no comando do Dnit. De acordo com o senador, não há motivos para o afastamento caso nenhuma irregularidade seja comprovada. O republicano acredita que não haverá problema político se Pagot for inocentado e retirado do cargo pela Dilma. Segundo Maggi, a presidente tem o domínio sobre todos os cargos. “Ela coloca e retira do cargo a hora que ela quiser e tem que ser assim. Nenhum presidente pode trabalhar como se diz a gíria, com a faca no pescoço”, ilustrou.

Escrito por: Olhar Direto

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