26 de fevereiro de 2026

Nova Ubiratã

Meio Ambiente

Denúncias contra famílias Maggi e Pagot podem ter vazado do Governo

O senador republicano Blairo Maggi, megaempresário e ex-governador por dois mandatos, se mostra revoltado com o vazamento à imprensa de informações da época do regime militar (64-85) que expõe e denuncia tanto a sua família quanto a do afilhado político Luiz Antonio Pagot acerca de supostos crimes praticados no Oeste do Paraná. Ele disse a aliados mais próximos que o acesso a documentos sigilosos, como teve o jornal Correio Braziliense, que publicou reportagem no domingo intitulada "Famílias de Pagot e Maggi estavam em grupo investigado pela PF nos anos 70", só pode ter dedo de alguém do governo Dilma Rousseff, de quem se considera forte aliado. Maggi sabe que o cerco se fechou contra ele por ter sido convidado para assumir a pasta dos Transportes, que tem sido alvo de escândalos e que, inclusive, já levou o Palácio do Planalto a afastar 7 pessoas tanto do ministério quanto dos órgãos vinculados. O próximo a cair é Luiz Pagot, hoje de férias do cargo de diretor-geral do Dnit. O ex-governador foi informado sobre a reportagem do Correio quando estava comemorando o aniversário de sua mãe, na mansão da família no Lago de Manso, região de Chapada dos Guimarães. Ficou na bronca. Acha que são pessoas do Planalto que estão tentando "queimá-lo moralmente e politicamente" e, por isso, pretende ter uma conversa com a presidente Dilma. Por enquanto, Maggi não admite a tese da ruptura, mas pode engrossar o discurso da bancada do PR no Congresso Nacional. Com a saída de Alfredo Nascimento e a nomeação para o Transportes de Paulo Passos, indicação mais pessoal da presidente Dilma, a legenda perdeu espaço na administração central. Seria um trunfo para, em resposta, se distanciar do governo. Maggi se elegeu governador em 2002 com o slogan "Na Palma da Mão" e com promessa de quebrar paradigma, apresentando um novo jeito de se fazer política, com transparência e honestidade. Hoje, 9 anos depois e com a experiência de ter comando o Estado por 7 anos e já na cadeira de senador, ele se vê no olho do furacão. Contra ele pipocaram denúncias graves, que envolvem também o seu principal afilhado político. Pagot se tornou pivô de escândalos do ministério e no Dnit e até prestou depoimento no Senado e na Câmara. Passou a ser chamado de homem-bomba. Contra Maggi, a notícia que mais o deixou baqueado foi a divulgada pelo Correio Braziliense ne domingo (17). Revela que nos anos 70, o Serviço de Informação da Polícia Federal investigou a família dele e também de Pagot em São Miguel do Iguaçu (PR). Classifica as duas famílias como organização que roubava terras de pequenos agricultores, comprava vereadores e se envolvia com o tráfico de drogas. Segundo o jornal, documentos revelam que a relação entre Maggi e Pagot é de longa data e foi reforçada na militância política, tanto que André Maggi, pai do parlamentar, foi vereador e presidente da Câmara Municipal e, Ferdinando Felice Pagot, pai de Luiz Pagot, atuou como prefeito.

Fonte: RD News

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