O empresário do ramo das comunicações Dorileo Leal, que se filia ao PMDB nesta quinta, 1º de setembro, dá sinais de que pretende ser um membro ativo nas discussões partidárias rumo à 2012. Ele cobra, inclusive, que a legenda decida qual rumo quer tomar em Cuiabá. “Acho que tem que decidir o que quer para o futuro”, avalia, numa referência ao fato da legenda hoje ficar em “cima do muro”.
Hora integra a base do prefeito Chico Galindo (PTB), mas em outras vezes atua ao lado da oposição. A relação entre a legenda e Galindo ficou “estremecida” especialmente por causa da polêmica provocada pela possÃvel concessão do setor de saneamento da Capital. A legenda determinou que os vereadores Arnaldo Penha e Domingos Sávio votem contra a proposta, causando o descontentamento do prefeito que exonerou os indicados por eles.
Além disso, deve substituir o peemedebista Mário Lúcio Guimarães de Jesus, que comanda o Bem Estar Social e Desenvolvimento Humano pela publicitária Regina Kaiser. “ Eu tenho a minha convicção com relação à concessão. Sempre fui muito claro. Não sou contra nenhum modelo de gestão, mas a forma como tem sido feita é um terrorismo”, dispara. A mensagem que autoriza a criação de uma agência reguladora e a concessão do setor deve ser submetida ao plenário da Câmara nesta quinta.
Ainda segundo o empresário, Galindo não tem legitimidade para definir uma questão tão complexa, tendo em vista que está no fim do mandato. “Não passou pelo crivo da população na eleição e era vice de uma administração que foi um desastre”, avalia.
Mesmo ressaltando que sua candidatura ao Alencastro não é certa, Dorileo reconhece que começa a se organizar dentro do grupo Gazeta de Comunicação, hoje comandado por ele, para a escolha de um sucessor. Ele pondera, entretanto, que não tem pressa, afinal as convenções só acontecem em julho do próximo ano.
Dorileo também se diz tranquilo quanto a possÃveis ataques pessoais devido ao “palanque eleitoral” que existe em Cuiabá. “Eu estou muito tranquilo, minha vida inteiramente foi voltada a Cuiabá. Meus negócios e amigos estão aqui e não tenho nenhuma atividade que não seja a comunicação”, pontua. De todo modo, ele defende que os debates sejam em torno de propostas voltadas à cidade e não relacionados a vida pessoal. “Sou preparado para tudo, não sou filho de pai assombrado. Se atacado, vou sempre responder sem nenhum temor”.