Com o fim da indefinição sobre sua situação na Câmara Federal, o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), que deve assumir a cadeira de Ságuas Moraes (PT) nos próximos dias, agora respira aliviado para liderar o processo de reestruturação do seu partido. Ele não esconde que o impasse tomava muito tempo com viagens a BrasÃlia e que esperava uma decisão para dar inÃcio à s principais demandas do diretório.
O PSDB, que saiu desestruturado das últimas eleições, quando conseguiu eleger apenas um deputado estadual, Guilherme Maluf (PSDB), que se licenciou do cargo há um mês, dando a vaga para o também tucano Carlos Avalone, busca ânimo novo para recuperar o prestÃgio que já teve em Mato Grosso, quando contava com mandatos como o do ex-governador por oito anos, Dante de Oliveira, já falecido, ex-senador Antero Paes de Barros e do próprio Wilson Santos, que apesar de, após seis anos, deixar a prefeitura de Cuiabá sob desgaste, teve uma postura atuante na Câmara Federal.
“É um desafio quase desumano”, comenta Leitão, que é presidente do diretório regional do PSDB, sobre a reestruturação da legenda. “Quem está na oposição, perde uma gordura danada, mas temos história e musculatura para nos reerguer”, aponta. Ele reconhece que, para isso, é preciso admitir os equÃvocos. De acordo com o tucano, um dos principais erros da legenda, na campanha passada, foi renegar seu passado.
“Por muito tempo a gente teve medo de assumir as privatizações feitas pelo Fernando Henrique Cardoso, já que ele tinha perdido as eleições, mas quem pode dizer hoje que a venda da Cemat não foi boa para Mato Grosso?”, questiona. “Precisamos trazer gente nova, mas não podemos esquecer o nosso passado. Temos que recuperar as coisas boas que já fizemos e aprender com os erros”, completa.
Apesar de sua posse dar um ânimo novo ao tucanato, uma das principais polêmicas vividas pela legenda é a relação com o prefeito Chico Galindo (PTB). Alvo de inúmeras crÃticas, o chefe do Executivo, que herdou o cargo de Wilson, é fruto de uma aliança do PSDB, conforme ressaltou Leitão, por isso, e a sintonia deve continuar até o fim.
Ele não teme, por exemplo, que as crÃticas sobre o prefeito respinguem sobre Maluf, o pré-candidato tucano à Prefeitura de Cuiabá. Para provar isso, ele se reuniu, juntamente com o deputado licenciado e o vereador por Cuiabá, Antonio Fernandes (PSDB), com Galindo, na tarde desta quinta (9) para ratificar o apoio do tucanato ao prefeito.
Outra situação preocupante para o presidente do diretório regional é a criação do PSD, que tem sido marcada pela debandada de lideranças de diversos partidos. Leitão acredita que a nova sigla ainda não cooptou polÃticos do PSDB. “Se afetar (o partido), ficaremos tranquilos da mesma forma, pois se perdermos alguma coisa é só gordura, a musculatura continua firme”, destaca.