O deputado federal Homero Pereira deverá acompanhar a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), lançado na manhã desta quarta (13) na Câmara Federal.
O parlamentar confirma que está avaliando com seu grupo polÃtico e espera decidir a tempo de poder ingressar na lista dos 500 mil fundadores do novo partido e dessa forma, como prevê a lei, não se enquadrar na infidelidade partidária.
O colega e presidente regional do PR, Wellington Fagundes, disse que se Homero Pereira se decidir pelo PSD irá entender como uma opção natural sua, já que a sua relação com Kátia Abreu, com a qual divide a liderança dos ruralistas no Brasil, é muito estreita.
“Será, para nós do PR, uma grande perda, uma liderança importante que podemos perder. Mas vou entender sua posição se isso ocorrer.
Homero disse que o convite de Kátia pesou muito, já que os dois são muito próximos devido às atividades classistas de ambos. O deputado mato-grossense é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), da qual Kátia Abreu é presidente.
Ele também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e nessa condição tem liderado as principais demandas da bancada ruralista no Congresso Nacional.
Já o deputado Julio Campos (DEM), que abriu a possibilidade de também ir para o PSD, não compareceu no lançamento desta quarta-feira. O RDNews apurou que Campos agora se colocou reticente em relação à ida para a nova sigla. Está pesando sobre sua decisão dois fatores.
O primeiro é a forte resistência de seu irmão, o senador Jayme Campos (DEM), que confirmou que não vai mudar de partido. O outro é que, com tantos polÃticos de Mato Grosso indo para o PSD, Júlio corre o risco de ser apenas mais um na nova legenda.
Mesmo assim, o DEM será o partido que mais deverá perder com a criação do PSD. Primeiro porque o seu fundador, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou as bases da nova sigla justamente para se contrapor ao seu quase ex-partido, com o qual se desentendeu com a cúpula. Por ser ele, Kassab, até agora um “democrata”, angariou, sobretudo nas hostes do partido, a principal base dos fundadores.
Ocorre, no entanto, que o DEM terá nesta companhia dos combalidos outras legendas, além do PP. O PPS, o PMN e até o PSDB estão entre os partidos que mais devem perder lideranças para o PSD.
O prefeito Kassab disse que está aguardando a migração de no mÃnimo 52 deputados federais, cinco senadores, 300 prefeitos e pelo menos sete mil vereadores. Sem falar no governador do Amazonas, Osmar Aziz (PMN), e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif (DEM).
Fonte: João Negrão - de BrasÃlia