12 de outubro de 2026

Nova Ubiratã

Meio Ambiente

Operação respinga na política com prisões de ex-prefeito e assessores

A Operação Hygeia, desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta quarta (7) e que já culminou na prisão de 15 pessoas em Mato Grosso, começa a trazer respingos à política estadual. O deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB, é um dos que devem sofrer as consequências da operação. Embora ainda não tenha sido confirmado, assessores e até mesmo um sobrinho do parlamentar estariam entre os presos. O peemedebista é tido como uma das pessoas mais influentes dentro do Instituto Creatio, alvos da PF nesta quarta, assim como na Funasa. O secretário geral do PMDB , Rafael Bastos, o tesoureiro regional Carlos Miranda, além de Jose Luís Bezerra, sobrinho do parlamentar, estariam na lista de presos da PF. O fato deve prejudicar o "sonho" de Bezerra de tentar a reeleição. Além disso, pode trazer prejuízo ao próprio partido. Outro que está "enrolado" é o deputado federal Carlos Abicalil, presidente regional do PT. Ocorre que o "aloprado" Valdebran Padilha também foi preso nesta manhã. Ele é ligado ao petista e pode complicar as expectativas de Abicalil que luta internamente com a senadora Serys Marly para disputar uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Padilha, que em 2006 foi acusado de envolvimento na compra de um dossiê contra tucanos e chamado de "aloprado" pelo presidente Lula, é empreiteiro e engenheiro eletricista no Estado, conhecido no meio empresarial como “um articulador de emendas parlamentares”. Ele atua como espécie de lobista junto a empreiteiros e Ongs em MT. Serys também não deve conseguir se livrar dos respingos políticos do escândalo. Ídio Barros Nemésio, um dos presos, é ligado ao grupo dela. Ele foi candidato à presidência do diretório municipal do PT de Várzea Grande no ano passado com o apoio do ex-presidente e assessor de gabinete de Serys, Lázaro Donizete. O ex-prefeito de Santo Antônio de Leverger Faustino Dias Neto (DEM), que foi cassado pela Justiça Eleitoral logo após as eleições de 2008, é outro que figura na lista de presos. Todos eles são acusados de formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação praticados em detrimento de órgãos públicos federais e municípios do interior. Durante a investigação, a PF identificou a participação de pelo menos 17 servidores públicos.

Fonte: RD News

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