A revista Veja revela que o ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot ainda tem influência dentro do departamento por meio de funcionários indicados por ele, que sobreviveram a faxina feita pela presidente Dilma Roussef. Aline de Freitas, coordenadora-geral de Meio Ambiente, por exemplo, é apontada como uma das que teriam pedido propina para a Ong Inda, ligada ao atual diretor do Dnit, general do Exército Jorge Fraxe. Ela foi nomeada em julho de 2010 por Pagot e é uma das poucas que continuam no posto.
O nome de Aline aparece numa reportagem que detalha a participação de Fraxe, que foi indicado pela própria presidente Dilma para moralizar o Dnit, no suposto esquema que cobrava propinas no órgão em troca de fraudes em licitações e superfaturamento de obras. Apesar do nome do general não estar oficialmente ligado à uma ONG, que faz estudos ambientais e que teria pago dinheiro em troca de contratos, mensagens de celular comprovariam a ligação dele com a diretoria da instituição. Conforme Veja, o diretor-geral presta informações de tudo o que acontece, como se o general fosse o idealizador da organização.
As novas denúncias que a revista traz sobre corrupção no DNIT, envolvendo Pagot e Fraxe, podem forçar o Congresso Nacional a, enfim, a abrir uma CPI para apurar os fatos, além de levar o Planalto a uma nova crise.
A criação da comissão já foi proposta e assinada pelos senadores mato-grossenses Jayme Campos (DEM) e Pedro Taques (PDT). Na época, quase conseguiram o número de assinaturas suficientes, mas a proposta acabou sendo "enterrada". Magoado com a forma com que o PR foi tratado pela presidente Dilma, após a descoberta do suposto esquema, o senador Blairo Maggi (PR), em entrevista ao RDTV, se disse disposto a engrossar a lista e, assim, provar a inocência de Pagot.
Escândalo
A revista Veja foi uma das primeiras do paÃs a publicar reportagens denunciando o suposto esquema de favorecimento a membros do PR, partido que comandava o Ministério dos Transportes, ao qual o Dnit é vinculado. O departamento era comandado pelo afilhado polÃtico de Maggi, Pagot. Desde então, 30 funcionários, inclusive, da cúpula, foram exonerados.