O governador Silval Barbosa (PMDB) deve começar a pensar num novo nome para comandar a secretaria estadual de Saúde. Conforme reportagem da revista Veja, o deputado licenciado Pedro Henry (PP) estaria pronto para voltar à Câmara Federal. O motivo seria a promessa de uma "mesada" para apoiar o ministro das Cidades, Mário Negromonte, e ajudá-lo a permanecer no cargo.
A busca de Negromonte por aliados seria motivada pelo fato dele estar se sentindo ameaçado desde que o grupo do ex-ministro, Márcio Fortes, conseguiu tirar o deputado federal pelo Paraná Nelson Meurer da presidência do PP para emplacar o também parlamentar Aguinaldo Ribeiro, eleito pela ParaÃba.
Acontece que o ministro só teria conseguido a indicação para ocupar a pasta devido a uma ligação com um grupo do PT da Bahia, já que não contava com a simpatia do próprio partido, nem da presidente Dilma Rousseff (PT).
Antevendo uma possÃvel queda, Negromonte já pensa num "contra-ataque". Para convencer alguns colegas a apoiá-lo, ele estaria oferecendo, além de cargos e liberação de verbas, uma mesada de até R$ 30 mil. Segundo a reportagem, pelo menos 12 deputados já estiveram reunidos com o grupo escalado pelo ministro para perssuadir os parlamentares. Sob a condição de anonimato, três deles teriam confirmado a proposta de pagamento em dinheiro.
Embora não cite Henry como um dos deputados que participaram da reunião, Veja afirma que ele já teria sinalizado interesse em abandonar a secretaria e voltar à Câmara para apoiar o ministro. A reportagem também ressalta que a compra de apoio polÃtico não é algo novo dentro do PP e relembra o caso do mensalão, do qual o secretário é réu. Ele é acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção.
A assessoria de imprensa da secretaria de Saúde foi procurada e informou que ainda não tem um posicionamento de Henry sobre as denúncias.
Não tenho conhecimento do que se passa em BrasÃlia, diz Henry
Henry atribui as denúncias a pessoas interessadas em tirá-lo da secretaria de Saúde. "Está na cara que isso é uma matéria construÃda", dispara. Segundo ele, o trabalho desenvolvido tem incomodado empresários que tinham contratos com a pasta. Henry ainda garatiu que não tem viajado a BrasÃlia, nem conhecimento do que ocorre na Câmara Federal.