O prefeito de segundo mandato de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PPS), nega ter fornecido imóvel ao diretor-geral “de férias” do Dnit, Luiz Antonio Pagot, conforme reportagem divulgada nesta segunda (18) pela Folha de S. Paulo. “Olha, não existe isso, nunca houve. Tudo é feito às claras e não sei de onde saiu essa história. Nunca fiz isso”, reage o socialista.
Marino afirma ter uma boa relação com Pagot, assim como todos os prefeitos de Mato Grosso, pelo fato do republicano “ter sido um grande colaborador na execução de obras em todo Estado”.
Segundo a reportagem da Folha, em depoimento prestado à PolÃcia Civil e ao Ministério Público em julho de 2008, Hélio Moraga, sócio do secretário municipal de Obras, Rafael Balizardo, afirma que houve "um acerto" entre ele, a prefeitura e Pagot. "Em 2005, Rafael Balizardo procurou o depoente [Moraga] dizendo que Luiz Antônio Pagot traria alguns benefÃcios para Lucas e em troca eles teriam que ajudar João Pagot a construir uma casa", diz o depoimento.
Hélio fez a acusação depois de um acordo de delação premiada proposto pelo MPE em um inquérito que gerou a denúncia de 24 pessoas por improbidade administrativa, entre autoridades da prefeitura e o próprio empresário. Na época secretário de Blairo Maggi, Pagot não foi denunciado pois o foto do inquérito eram as autoridades municipais.