O presidente da Assembleia, deputado José Riva, principal articulador do PSD em Mato Grosso, já avisou que, "quem vier com o objetivo de apoiar este ou aquele candidato, é melhor pensar duas vezes porque nossas candidaturas ainda não estão fechadas". O vereador por Cuiabá, Toninho de Souza e o deputado estadual Walter Rabello são apresentadores da Rede Record, emissora do Grupo Gazeta de Comunicação, comandado pelo empresário Dorileo Leal (PMDB). Ambos teriam assumido compromisso de apoiar a empreitada do patrão rumo ao Alencastro.
O acordo seria justamente o motivo de Toninho deixar o PDT. Os pedetistas são liderados no Estado pelo senador Pedro Taques, articulador do movimento Mato Grosso Muito Mais, que aposta na pré-candidatura do empresário Mauro Mendes à prefeitura da Capital.
Rabello, por sua vez, garante já ter informado Riva de que só aceitaria o convite de migração caso pudesse continuar ao lado de Dorileo. O cacique, no entanto, parece não ter cedido à condição. Exemplo disso é a desistência do democrata Dilmar Dal Bosco da mudança de partido devido ao conflito de interesses em Sinop, onde tem base eleitoral.
Enquanto ele não abre mão de apoiar a candidatura do irmão Dilceu Dal Bosco, presidente do diretório estadual do DEM, à prefeitura, a direção do PSD no municÃpio está nas mãos do deputado federal Roberto Dorner, que aposta na possÃvel aliança em torno da reeleição de Juarez Costa (PMDB).
Desde que começou a organizar o PSD, Riva se mostra temeroso com possÃveis confrontos e rachas internos devido aos interesses polÃticos distintos em cada um dos municÃpios. O cacique chegou a selecionar um a um todos os futuros filiados. A preocupação dele é com a possibilidade do partido nascer grande, mas "encolher" após as eleições, em caso de acirramento das divergências entre os correligionários.