A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Ubiratã tem preocupação essencial com a saúde da mulher em todo o municÃpio. Através das equipes de Saúde da FamÃlia, realiza campanhas e, até mesmo, visitas domiciliares. Em outubro de 2011, por exemplo, promoveu em todas as unidades de saúde a campanha contra o câncer de mama, que faz parte da programação do Outubro Rosa.
O secretário de Saúde, Marco Felipe, diz que o objetivo é monitorar doença em Nova Ubiratã. “Pedimos às mulheres que realizem a coleta do preventivo e façam o auto-exame das mamas”.
Conforme a enfermeira Rivka Pereira Duarte, coordenadora da Atenção Básica e Educação em Saúde, todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar.
“Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos [câncer], que podem espalhar-se para outras regiões do corpo”, destaca.
O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A doença é relativamente rara antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor.
A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.
Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centÃmetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visÃveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.
Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2010-2011, produzida pelo Inca, o Brasil terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil serão tumores de mama.
Fatores de risco
O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, alguns deles modificáveis, outros não.
O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis.
Entre outros fatores de risco não modificáveis estão o aumento da idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos.
Já os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até o momento estão relacionados ao estilo de vida, como o excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto, diminui o risco de desenvolver a doença.
“No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos”, alerta o secretário Marco Felipe.
Escrito por: Sérgio Édison – da Assessoria