17 de julho de 2026

Nova Ubiratã

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Secretaria de Saúde de Nova Ubiratã investe contra o câncer de mama

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Ubiratã tem preocupação essencial com a saúde da mulher em todo o município. Através das equipes de Saúde da Família, realiza campanhas e, até mesmo, visitas domiciliares. Em outubro de 2011, por exemplo, promoveu em todas as unidades de saúde a campanha contra o câncer de mama, que faz parte da programação do Outubro Rosa. O secretário de Saúde, Marco Felipe, diz que o objetivo é monitorar doença em Nova Ubiratã. “Pedimos às mulheres que realizem a coleta do preventivo e façam o auto-exame das mamas”. Conforme a enfermeira Rivka Pereira Duarte, coordenadora da Atenção Básica e Educação em Saúde, todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. “Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos [câncer], que podem espalhar-se para outras regiões do corpo”, destaca. O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença é relativamente rara antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos. Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos. Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2010-2011, produzida pelo Inca, o Brasil terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil serão tumores de mama. Fatores de risco O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, alguns deles modificáveis, outros não. O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis. Entre outros fatores de risco não modificáveis estão o aumento da idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos. Já os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até o momento estão relacionados ao estilo de vida, como o excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto, diminui o risco de desenvolver a doença. “No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos”, alerta o secretário Marco Felipe.

Escrito por: Sérgio Édison – da Assessoria

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