Polícia
Alexandre de Oliveira, de 35 anos, foi atingido no peito; pai, de 61, foi localizado pela PM e preso após deixar o local
Uma discussão familiar terminou em tragédia neste sábado (15), em Mirassol D’Oeste, a 294 quilômetros de Cuiabá. Alexandre de Oliveira de Aguiar, de 35 anos, morreu após ser atingido por um golpe de faca no tórax durante uma briga com o próprio pai, de 61 anos, segundo informações registradas no boletim de ocorrência da Polícia Militar. A vítima ainda foi socorrida e encaminhada para atendimento hospitalar, mas não resistiu à gravidade do ferimento. O suspeito deixou a residência após o episódio, foi procurado pelas equipes policiais e acabou localizado posteriormente na região conhecida como Pé da Serra. Conforme o registro policial, ele teria admitido aos militares ter golpeado o filho e também agredido a esposa durante a confusão. Preso, o homem foi encaminhado para os procedimentos legais, enquanto o caso passou à responsabilidade da Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias e a dinâmica do homicídio.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente depois de receber informações de que pai e filho estavam discutindo e trocando ameaças dentro de uma residência. Durante o deslocamento da guarnição, uma nova informação elevou a gravidade da ocorrência: um dos envolvidos havia sido ferido com uma faca. Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram um cenário que, segundo os relatos colhidos, teria começado com uma discussão e evoluído rapidamente para agressões físicas. A esposa do suspeito informou à equipe que o marido e o filho haviam chegado à residência aparentemente embriagados e iniciado um desentendimento. Em determinado momento, ambos teriam entrado em luta corporal. A mulher tentou intervir para separar os dois e impedir que a situação se agravasse, mas, conforme seu depoimento registrado pela polícia, acabou sendo atingida pelo marido com um chute no joelho e caiu no chão.
Ainda de acordo com a narrativa apresentada à Polícia Militar, após a luta corporal o homem de 61 anos teria se dirigido até um armário da residência, onde pegou uma faca do tipo açougueiro. Na sequência, Alexandre teria sido atingido na região do tórax. Depois do golpe, o suspeito saiu do imóvel a pé, enquanto a faca permaneceu no local. A vítima recebeu atendimento e foi levada ao hospital, dando início a uma corrida para tentar preservar sua vida. Paralelamente, as equipes policiais começaram as buscas pelo pai. Os militares receberam de familiares informações sobre possíveis locais onde ele poderia estar e realizaram diligências nos endereços indicados, mas inicialmente não conseguiram encontrá-lo. A procura continuou por meio de patrulhamento em diferentes pontos da cidade e regiões próximas.
Durante essas diligências, policiais visualizaram, na área conhecida como Pé da Serra, um homem cujas características correspondiam às informações repassadas pelos familiares. Ele foi abordado e identificado como sendo o pai de Alexandre e suspeito de ter praticado o golpe. Conforme consta no boletim de ocorrência, durante a abordagem o homem teria confessado aos policiais que agrediu a esposa e golpeou o filho. Os militares também registraram que havia manchas aparentes de sangue nas roupas utilizadas pelo suspeito. Diante dos elementos encontrados e das informações reunidas até aquele momento, foi dada voz de prisão ao homem, que posteriormente foi conduzido ao Batalhão da Polícia Militar para a adoção dos procedimentos pertinentes. A prisão ocorreu ainda no contexto das diligências realizadas logo depois da ocorrência.
Enquanto os policiais concluíam a localização do suspeito, Alexandre permanecia sob atendimento médico. Posteriormente, a equipe policial foi até a unidade hospitalar e recebeu a confirmação de que o homem de 35 anos havia morrido em decorrência do ferimento. A ocorrência, que havia começado como um chamado relacionado a uma discussão familiar, passou então a ser tratada como investigação de homicídio. Os relatos apresentados pelas testemunhas, a faca encontrada no local, as informações registradas pelos policiais e os demais elementos relacionados à ocorrência deverão integrar o conjunto de evidências analisado pela Polícia Civil. Caberá à investigação reconstruir a sequência exata dos acontecimentos, verificar as circunstâncias que antecederam o confronto e esclarecer todos os aspectos relacionados à morte de Alexandre.
O episódio chama atenção pela rapidez com que uma discussão dentro do ambiente familiar teria evoluído para violência física e, posteriormente, para um desfecho fatal. Embora o boletim policial apresente uma narrativa inicial baseada nos relatos obtidos pelas equipes que atenderam a ocorrência, a definição jurídica dos fatos dependerá da investigação conduzida pela Polícia Civil e das demais providências adotadas pelas autoridades competentes. O suspeito deverá ter assegurados o contraditório e a ampla defesa durante o procedimento criminal. A apuração também deverá considerar o relato da mulher que afirmou ter sido agredida ao tentar separar pai e filho. Alexandre de Oliveira de Aguiar tinha 35 anos e chegou a ser levado com vida ao hospital, mas não resistiu. O pai, de 61 anos, permaneceu sob responsabilidade das autoridades após ser localizado e preso.
Fonte: MT É NOTÍCIA
Escrito por: Redação
Somos o Ubiratã News, um site de notícias que tem o prazer
em dar a notícia, receber as opiniões de vocês amigos
leitores, onde podemos debater ideias