Polícia
A Polícia Federal (PF) encontrou R$ 1,9 milhão em dinheiro vivo no guarda-roupa de um empresário preso durante a operação que terminou com o afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), na semana passada, por suposto envolvimento em um esquema de corrupção na cidade da Grande São Paulo.
A operação foi deflagrada contra um suposto esquema de desvios de verba da Prefeitura de São Bernardo. Na ocasião, a Justiça afastou o prefeito Marcelo Lima e o presidente da Câmara Municipal, Danilo Lima de Ramos (Podemos). Nessa segunda-feira (18/8), ambos foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a denúncia, feita contra outros oito alvos, envolvidos desviavam recursos públicos por meio de empresas que mantêm contratos com a prefeitura e a Fundação ABC. O esquema teria iniciado em 2022 e vigorado até a última semana, quando foi deflagrada a operação.
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Embora a empresa de Edmilson não possua contrato com a gestão, ele foi flagrado em mensagens suspeitas do principal operador do esquema, o ex-assessor parlamentar Paulo Iran Paulino Costa. Em uma delas, ele escreve ao prefeito Marcelo Lima: “Edmilson ok 30 kilos”. Segundo a PF, o texto significa uma entrega no valor de R$ 30 mil. Marcelo Lima responde: “ótimo”.

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Em outra conversa com Edimilson sobre suposta tratativa envolvendo dinheiro, Paulo Iran menciona uma quantidade de “convites” e o empresário avisa o assessor que “confirmou com o ‘chefe’ os ‘valores’”, segundo a investigação.
Devido aos indícios de envolvimento com o grupo, Edimilson foi um dos alvos de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Em um de seus endereços, em Santo André, também na Grande São Paulo, a PF encontrou “diversas caixas e envelopes contendo grande quantidade de dinheiro em espécie”, com notas de R$ 50, de R$ 100 e R$ 200.
Na carteira dele, ainda foi encontrado um cartão de visitas do prefeito afastado Marcelo Lima. Em outro endereço, onde viveria um filho de Edimilson, a PF achou três relógios da marca Rolex. Devido à apreensão dos valores, a Justiça determinou a prisão de Edimilson.
“Nesse contexto, a conduta de Edimilson se enquadra no núcleo típico da ocultação, especialmente diante da manutenção de elevada quantia em espécie (R$ 1.947.800,00) em um cenário econômico marcado pela predominância de meios eletrônicos de pagamento, como cartões, transferências via Pix e aplicativos bancários. Tal prática é incompatível com a dinâmica financeira lícita atual”, diz o auto de prisão.
Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de São Bernardo do Campo disse que vai colaborar com as informações necessárias em relação ao caso. “A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, diz o texto.
A reportagem também tenta contato com as defesas dos demais citados nas investigações da PF. O espaço segue aberto para atualizações.
Fonte: METRÓPOLES
Escrito por: Redação
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