01 de julho de 2026

Nova Ubiratã

Polícia

Júri popular de irmãos pelo assassinato de Raquel Cattani começa daqui a pouco em Nova Mutum

O julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pela morte de Raquel Cattani, ocorreu hoje no fórum de Nova Mutum. O Tribunal do Júri foi presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, e teve início às 8h.

Conforme a denúncia, Raquel Cattani, produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado Gilberto Cattani, foi assassinada a facadas em sua própria residência, no dia 18 de julho de 2024, no assentamento do Pontal do Marape. Rodrigo, seu ex-cunhado, é acusado de ser o autor dos golpes, ao passo em que o ex-marido dela, Romero, seria o autor intelectual do crime, num caso de grande repercussão pública.

Respeitando os limites legais impostos pelo segredo de justiça que rege o processo, a assessoria de imprensa do tribunal de justiça será o único órgão autorizado a realizar gravações de áudio e vídeo no plenário. A medida visa garantir a publicidade do julgamento, sem comprometer a dignidade da vítima e seus familiares. Os materiais produzidos: vídeos, fotos e informações, serão disponibilizados aos demais veículos de comunicação.

Crime

Na investigação sobre o crime, que envolveu o trabalho das Delegacias Regional, Municipal e a Especializada de Roubos e Furtos de Nova Mutum, foram entrevistadas ou interrogadas 150 pessoas, no período de seis dias de diligências. Os policiais ouviram familiares da vítima, amigas, vizinhos, trabalhadores de empresas da região, moradores do assentamento Pontal do Marape e pessoas que mantiveram contato com o mandante do crime, o ex-marido da vítima.

A investigação, coordenada pelos delegados Edmundo Félix e Guilherme Pompeo, na época, analisou imagens de câmeras de segurança da vila onde a vítima tinha um sítio e das cidades da região, como São José do Rio Claro e Tapurah. Na tentativa de ludibriar a Polícia Civil, o mandante do crime criou álibis como almoço com os ex-sogros, churrasco com pessoas com as quais não tinha convivência estreita e até ida a boates na cidade de Tapurah, entre a tarde e a noite de execução do crime, com a intenção de reforçar que não seria considerado o principal suspeito do homicídio.

Porém, no decorrer das investigações, as equipes policiais reuniram evidências que possibilitaram chegar aos dois envolvidos no crime brutal: Romero, mandante e ex-marido da vítima, e seu irmão Rodrigo, o executor do crime que montou a cena na residência de Raquel para que a Polícia Civil acreditasse que o crime teria motivação patrimonial.

Fonte: SÓ NOTÍCIAS

Escrito por: Kelvin Ramirez

Somos o Ubiratã News, um site de notícias que tem o prazer
em dar a notícia, receber as opiniões de vocês amigos
leitores, onde podemos debater ideias