Analisando qual seria o tema para o artigo de hoje, e confesso que não tinha boa ideia do que seria, pensei em falar da situação precária da saúde e seu minúsculo orçamento incapaz de cobrir as necessidades da população como apontado pela (OMS) Organização Mundial da Saúde, ou a Operação Fratelli, (irmão em italiano), desencadeada nesta semana, pelo Ministério Público e a PolÃcia Federal, a fim de combater fraudes e corrupção em licitações públicas firmadas por prefeituras em 12 Estados, causando rombos milionários aos cofres públicos.
Veio-me ainda, falar sobre a deficiência nacional em segurança e destacar o lamentável ocorrido com Victor Hugo Deppman, de 19 anos brutalmente assassinado com um tiro na cabeça, na porta do prédio onde residia no bairro do Belém na capital Paulista. O fato nos conduz a polêmica discussão da redução da maioridade penal e o descaso com a vida, já que “o crime foi cometido por um menor para roubar um celular”.
Por fim, ao invés de falar especificamente de todos esses assuntos de inegável importância, propus-me falar da raiz de todos esses problemas que é sem dúvida a corrupção. Afinal de contas, não tivessem os sugadores da máquina publica se dedicado tanto a lesar a população com seus atos sorrateiros, certamente hoje não terÃamos pessoas morrendo nas filas de hospitais, crianças fora das escolas, falta de moradias e o desrespeito a vida, no momento traduzido por tantos adolescentes desocupados e seguros da impunidade “fazendo o diabo” a ponto de matar por um mero aparelho de celular.
Se alguém neste momento tem os seus direitos oprimidos e a famÃlia de Victor Hugo chora a sua perda, é certamente culpa dos tantos parlamentares que se achando deuses, deram se ao luxo de desobrigar-se de suas funções de representantes do povo, para intitularem-se representantes exclusivos de si mesmo e dos seus interesses, deixando de lado o que importa ao povo, que há muito tempo pede pela redução da maioridade penal, maior orçamento para saúde, educação, esporte, lazer, infraestrutura e segurança.
Enquanto o paÃs não passar do estado de antro de corrupção e covil de lobos apadrinhados pelos eleitores que santos não tem nada, seremos este zero a esquerda do mundo, e forte campo de guerra civil, onde encurralada, a gente de bem não vêem outra saÃda a não ser a errônea opção de fazer justiça com as próprias mãos. Mas também pudera, afinal de contas a essa altura do campeonato, já não temos mais em quem confiar.
Por aqui o certo é tido como errado, a exemplo do ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, que por defender o que é melhor para o paÃs, no caso da criação de novos tribunais, foi taxado de agressivo e grosseiro. E pergunto: “Como assim? Seu Joaquim me parece ter plena razão!” Não convém, sobre qualquer pretexto onerar ainda mais o Brasil com gastos monumentais que no fim das contas não mudarão em “tomate algum” a realidade nacional. Esse alguém acha ignorância, que seja, e pro escambau a diplomacia e sua pacificidade que provavelmente não entende nada sobre e nem defende o “ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”. Mais em: www.grupoun.net
Fonte: Almir Oliveira (Grupo UN)