23 de abril de 2026

Nova Ubiratã

Polícia

Operação mira “jogo do tigrinho” e bloqueia R$ 10 milhões de grupo familiar em MT

Polícia Civil cumpre 34 ordens judiciais contra investigados por lavagem de dinheiro e exploração de apostas ilegais

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Aposta Perdida, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por envolvimento com lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online. A ação resultou no cumprimento de 34 ordens judiciais em Mato Grosso e Santa Catarina.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em Cuiabá, e incluem sete mandados de busca e apreensão, suspensões de atividades econômicas, bloqueios de contas em redes sociais, apreensão de passaportes, além do sequestro de imóveis e veículos. Também foram determinados bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que somam até R$ 10 milhões.

Esquema envolvia apostas ilegais e redes sociais

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, apontam que o grupo utilizava plataformas ilegais de apostas online — popularmente conhecidas como “jogo do tigrinho” — para captar recursos.

De acordo com a Polícia Civil, o modelo operava com características semelhantes às de pirâmide financeira, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. A divulgação ocorria principalmente por meio de redes sociais, ampliando o alcance do esquema.

Influenciadoras ampliavam alcance do grupo

Um dos pontos centrais da investigação é o uso de influenciadoras digitais ligadas ao núcleo familiar. Segundo a polícia, elas utilizavam suas redes para promover as plataformas ilegais, exibindo supostos lucros e incentivando a adesão de novos usuários.

A estratégia incluía o uso de contas demonstrativas para simular ganhos, criando uma falsa sensação de sucesso e estimulando a entrada de mais participantes no sistema.

Lavagem de dinheiro e patrimônio incompatível

As apurações também identificaram um esquema estruturado de ocultação de recursos ilícitos. Os valores obtidos eram movimentados por meio de empresas, transações fracionadas e aquisição de bens de alto valor, como imóveis de luxo e veículos importados.

Entre os automóveis identificados estão modelos de marcas como BMW, Land Rover e Porsche. A investigação também aponta o uso de “laranjas”, empresas de fachada e operações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro.

O alto padrão de vida dos investigados, considerado incompatível com a renda declarada, foi um dos fatores que motivaram o aprofundamento das investigações.

Ação integra estratégia nacional de combate ao crime

A operação foi realizada nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Itapema, e integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero.

A ação também faz parte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na atuação integrada contra o crime organizado em todo o país.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo é interromper a circulação de recursos ilícitos, aprofundar a coleta de provas e responsabilizar os envolvidos no esquema.

Fonte: CENÁRIO MT

Escrito por: Celso Ferreira Nery

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