Política
Deputado tem criticado tentativa de parlamentares de negociar tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump
Foto por: Reprodução
OO deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que tem trabalhado para que a comitiva de senadores brasileiros que viajou aos Estados Unidos "não encontre diálogo".
A declaração foi dada por ele ontem em entrevista ao SBT News. Na ocasião, o parlamentar também repetiu que o tarifaço anunciado pelo presidente americano Donald Trump foi provocado por uma "crise institucional" no Brasil e afirmou que a imposição das novas taxas não será resolvida por uma negociação apenas comercial.
— Eles estão vindo com essa visão estritamente comercial da coisa (tarifaço), quando o Trump já deixou claro em declarações, posts nas redes sociais e até mesmo em uma carta que o problema não é estritamente comercial, mas sim institucional.
Eles dão esperança a essas autoridades, principalmente do Judiciário, de que existe meio-termo, um caminho em que não seja necessário o Alexandre de Moraes se mover. Assim, eles prolongam o sacrifício dos brasileiros — disse. — Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo.
Desde o anúncio da viagem, o deputado tem se manifestado contra o grupo de senadores, dizendo que a iniciativa seria um "desrespeito" e estaria "fadada ao fracasso". A comitiva, no entanto, é formada por ex-integrantes do governo Bolsonaro, como Tereza Cristina (PP-MS), que comandou o Ministério da Agricultura, e Marcos Pontes (PL-SP), da Ciência e Tecnologia.
Criticado por Eduardo, Pontes tem publicado registros das reuniões realizadas nos EUA com explicações sobre a motivação por trás dos encontros e acenos ao bolsonarismo.
"Considero legítimas as ações políticas e diplomáticas anunciadas por Trump para pressionar autoridades brasileiras que atentam contra princípios democráticos", escreveu o senador em um post feito ontem em suas redes sociais.
Na publicação, contudo, ele afirmou que é contrário à imposição de tarifas a produtos brasileiros. "Essa medida é tecnicamente injustificável, prejudica diretamente setores como o agroindustrial e o metalúrgico, e coloca em risco mais de 200 mil empregos só em São Paulo", acrescentou.
Fonte: O Globo
Escrito por: Rafaela Gama — Rio de Janeiro
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