10 de agosto de 2026

Nova Ubiratã

Política

ARTICULAÇÃO DE ÚLTIMA HORA: PL oferece espaços ao MDB e ao Podemos e tenta mudar o rumo da disputa em Mato Grosso

Estratégia liderada pela direção nacional mira Janaina Riva e Max Russi, amplia negociações com Wellington Fagundes e pode redefinir o equilíbrio político na sucessão estadual

A poucos dias do encerramento das convenções partidárias, a sucessão ao Governo de Mato Grosso entrou em uma nova fase de intensas articulações políticas. Em uma movimentação considerada estratégica, a direção nacional do Partido Liberal (PL) decidiu abrir espaço na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes para atrair o MDB e o Podemos, oferecendo oficialmente a vaga de vice-governador e uma das candidaturas ao Senado. A iniciativa busca ampliar o arco de alianças da legenda, fortalecer o projeto eleitoral do partido e impedir que importantes lideranças estaduais migrem para o grupo político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão foi tomada após reuniões entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Wellington Fagundes e dirigentes da legenda. Nos bastidores, a avaliação é de que a incorporação do MDB e do Podemos pode alterar significativamente a correlação de forças da disputa estadual, principalmente pela influência política exercida pela deputada estadual Janaina Riva, presidente do MDB em Mato Grosso, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, principal liderança do Podemos no Estado. Ambos passaram a ser vistos como protagonistas de uma eventual reconfiguração do cenário eleitoral.

As conversas ganharam força após Janaina Riva e Max Russi admitirem publicamente a possibilidade de discutir uma candidatura própria ao Governo ou mesmo a formação de uma terceira via. Esse movimento passou a preocupar tanto o grupo governista quanto a oposição, uma vez que a criação de uma nova frente eleitoral poderia redistribuir apoios regionais, fragmentar votos e alterar completamente a dinâmica da disputa pelo Palácio Paiaguás. Ao abrir mão de espaços estratégicos, o PL demonstra que pretende priorizar a construção de uma aliança robusta em vez de manter uma composição exclusivamente partidária.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que uma eventual composição entre PL, MDB e Podemos reduziria o espaço para novas adesões ao projeto de reeleição de Otaviano Pivetta, respaldado pelo ex-governador Mauro Mendes. Paralelamente, o posicionamento definitivo do senador Jayme Campos continua sendo acompanhado com atenção por todos os grupos políticos. Embora tenha sido derrotado na convenção do União Brasil, Jayme permanece como uma liderança de forte influência entre prefeitos, vereadores e lideranças regionais, podendo exercer papel relevante na reta final das negociações.

A proposta apresentada pelo PL, contudo, enfrenta resistência dentro da própria legenda. Parte dos dirigentes e parlamentares ligados ao campo conservador demonstra desconforto com a possibilidade de ampliar alianças com partidos que, em diferentes momentos da política nacional, estiveram em posições divergentes. Entre os nomes que manifestam cautela estão lideranças próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o deputado federal José Medeiros e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Apesar disso, prevalece na direção nacional o entendimento de que a ampliação da coligação poderá fortalecer Wellington Fagundes e tornar a disputa mais equilibrada diante da força da atual base governista.

Com as convenções partidárias se aproximando do prazo final, as negociações tendem a se intensificar nas próximas horas. Caso o entendimento seja consolidado, Janaina Riva desponta como uma das principais cotadas para disputar uma vaga ao Senado, enquanto o Podemos poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes. Independentemente da composição final, o movimento do PL confirma que o cenário político de Mato Grosso permanece aberto e altamente dinâmico, indicando que as alianças construídas nos próximos dias poderão redefinir o rumo das eleições de 2026 e alterar profundamente o equilíbrio de forças na disputa pelo comando do Estado.

Fonte: MT É NOTÍCIAS

Escrito por: Redação

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