Política
Flávio Bolsobaro pediu cerca de R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do longa e aproximadamente R$ 60 milhões teriam sido pagos
Foto por: Reprodução
O candidato ao Senado e deputado federal José Medeiros (PL) foi questionado sobre as relações políticas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e se o dinheiro ligado ao empresário “só é sujo quando vai para a esquerda” e deixa de ser quando envolve nomes da direita.
Ao responder, Medeiros afirmou que a origem política de quem recebe os recursos não seria o ponto central da discussão. “O dinheiro do Vorcaro só é sujo quando ele financia crimes e quando compra autoridades”, declarou.
A pergunta ocorre em meio à divulgação de novos documentos da Polícia Federal que detalham a relação entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Relatórios tornados públicos apontam uma sequência de contatos, ligações e possíveis encontros entre os dois durante as tratativas para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo relatório da PF divulgado pela Agência Brasil, Flávio pediu cerca de R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do longa, e aproximadamente R$ 60 milhões teriam sido pagos.
A proximidade entre Flávio e Vorcaro também aparece em mensagens recuperadas pelos investigadores. Em uma delas, enviada em novembro de 2025, Flávio tratou o banqueiro como “irmão” e afirmou que estaria ao lado dele. Áudios divulgados anteriormente também mostram o senador cobrando parcelas que estariam atrasadas para a produção do filme.
Flávio reconheceu que negociou o financiamento com Vorcaro, mas sustenta que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou benefício pessoal do banqueiro. O senador afirma ainda que conheceu Vorcaro quando, segundo ele, não havia acusações públicas contra o então dono do Banco Master.
Fonte: Estadão MT
Escrito por: Fernanda Leite
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