19 de julho de 2026

Nova Ubiratã

Política

Moraes em julgamento de Bolsonaro: Soberania não pode ser extorquida

STF julga nesta terça-feira (2/9) ação penal contra Jair Bolsonaro e mais 7 réus por crimes como tentativa de golpe de Estado

Com destaque à soberania nacional e reforçando o papel do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes segue com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados. A sessão começou às 9h10 desta terça-feira (2/9) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os cinco ministros da Turma analisam a ação penal sobre suposta trama golpista atribuída ao ex-chefe do Palácio do Planalto e sete réus que visou anular as eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder.

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, abriu o julgamento com explicações sobre o rito adotado na Corte para a análise da Ação Penal 2668. Em seguida, passou a palavra ao ministro Moraes para a apresentação do relatório. Moraes abriu o discurso falando da Constituição do Brasil e o respeito a ela, com a aplicação da lei e o absoluto respeito ao processo legal.

“Esse julgamento é mais um desdobramento do legítimo exercício pelo STF e de sua missão. O STF segue o mesmo rito processual, o mesmo respeito ao devido processo legal que foi seguido nas 1.630 ações penais ajuizadas pela PGR referentes à tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro de 2023”, disse Moraes antes de ler o relatório.

Moraes acrescentou que a “história nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação”. “A soberania não pode, não deve e jamais será vilipendiada ou extorquida”, completou o ministro em recado ao presidente norte-americano, Donald Trump.

Após a introdução, Moraes começou a ler o relatório. O relator do caso cita cada um dos oito réus e os crimes imputados a eles pela Procuradoria-Geral da República.

Núcleo crucial

Por segurança, a Praça dos Três Poderes amanheceu cercada por grades. E, cerca de uma hora antes do julgamento, agentes da polícia judicial fizeram varreduras com cães no STF.

Celso Villardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o primeiro entre as defesas a chegar ao julgamento do cliente e de mais sete aliados nesta terça-feira (2/9). Entre os réus, apenas Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa, acompanha o julgamento no STF.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acompanham o julgamento no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O núcleo 1, chamado de crucial, é composto por Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência – Abin); Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça); Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional); Jair Bolsonaro (ex-presidente da República); Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, além de delator do caso); Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa); e Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

À exceção de Paulo Sérgio Nogueira, os outros réus devem assistir ao julgamento pela TV, pois será transmitido ao vivo. Advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Celso Villardi afirmou ao Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, que Bolsonaro não comparecerá presencialmente.

O grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.

Fonte: METRÓPOLES

Escrito por: Manoela AlcântaraPablo Giovanni

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