18 de abril de 2026

Nova Ubiratã

Política

Moro se irrita, se enrola e foge de pergunta sobre Flávio Bolsonaro e controle da PF; veja vídeo

Recém-filiado ao PL e pré-candidato no Paraná, ex-juiz evita responder sobre possível interferência na PF, tema que motivou sua saída do governo Bolsonaro

Uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (6) em Curitiba (PR) expôs um momento de constrangimento do senador Sergio Moro (PL-PR), que evitou responder a uma pergunta direta sobre a possibilidade de interferência na Polícia Federal (PF) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu aliado e pré-candidato à presidência.

O episódio chamou atenção não apenas pelo teor da pergunta, mas pela reação de Moro, que demonstrou irritação e passou a dar respostas desconexas, sem abordar o questionamento central.

Durante a coletiva, um jornalista perguntou se Moro via risco de Flávio Bolsonaro tentar controlar a Polícia Federal — assim como ele próprio acusou Jair Bolsonaro de fazer em 2020, quando deixou o Ministério da Justiça. Na ocasião, Moro afirmou que o então presidente queria interferir na corporação para proteger o filho, investigado no caso das “rachadinhas”.

Diante da pergunta, Moro não respondeu diretamente. Em vez disso, gaguejou e desviou o assunto para ilações contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sequência, continuou a falar de temas diversos, citando supostos escândalos e mencionando o Judiciário, sem estabelecer relação com a pergunta inicial.

Mesmo após insistência dos jornalistas, Moro voltou a evitar a resposta. Questionado novamente — inclusive sobre sua atuação como ministro à época dos fatos — encerrou o assunto de forma abrupta.

Moro e sua saída do governo Bolsonaro

A evasiva de Moro reacende um ponto sensível de sua trajetória política. Em abril de 2020, ele deixou o Ministério da Justiça acusando Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Segundo Moro, o objetivo seria proteger familiares, especialmente Flávio Bolsonaro, que à época era alvo de investigações.

O próprio Bolsonaro chegou a afirmar, em reunião ministerial posteriormente tornada pública, que mudaria o comando da pasta caso não pudesse interferir na PF — o que acabou acontecendo.

Agora, cinco anos depois, Moro se alia ao mesmo grupo político. Recém-filiado ao PL e pré-candidato ao governo do Paraná, ele passa a integrar o campo político ligado ao bolsonarismo, que terá Flávio Bolsonaro como candidato à presidência.

Aliança política e silêncio estratégico

A filiação de Moro ao PL faz parte de um acordo que fortalece o palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná, ao mesmo tempo em que garante estrutura partidária ao ex-juiz na disputa estadual.

Nesse novo cenário, a postura evasiva adotada na coletiva sugere um esforço para evitar desgaste com aliados — ainda que isso implique deixar sem resposta uma questão central de sua própria narrativa política.

Fonte: FORUM

Escrito por: Ivan Longo

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