Política
O executivo Luiz Antonio Pagot (ex-PR), ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Casa Civil e Educação e ex-diretor-geral do Dnit, optou por filiação ao PTB para se tornar o plano B da chamada turma da botina, que tem o senador Blairo Maggi como principal referência. A intenção de Pagot é de disputar o governo estadual. Nos bastidores, ele tocará o projeto paralelo ao de Maggi. Nesta investida, o ex-secretário tem dado demonstração de habilidade política e articulação como opositor à gestão Silval.
A leitura é simples. Ex-governador por 7 anos e 3 meses e no cargo de senador desde 2011, Maggi figura hoje como favorito à sucessão estadual, mas há risco de perder espaço. Acontece que, por mais que tente de distanciar, o líder republicano está vinculado ao governo Silval Barbosa. Trata-se de um peemedebista que, primeiro foi eleito vice de Maggi para depois ocupar a cadeira de governador e se reeleger tendo o próprio Maggi como principal cabo eleitoral. Para encampar, com êxito, o novo projeto ao Palácio Paiaguás, Maggi dependerá de um bom desempenho de Silval, que enfrenta uma série de dificuldades para melhorar a popularidade.
A esperança vem com as obras preparativas de Cuiabá e Várzea Grande para a Copa-2014, cujas inaugurações estão previstas para o início do próximo ano, o que deve potencializar mais a administração Silval.
A tendência é do peemedebista seguir no mandato até dezembro de 2014, não renunciando ao posto para concorrer às eleições. Na prática, Maggi não tem como entrar numa corrida sucessória como voz da oposição, já que está diante de um governo que ajudou a reelegê-lo. Já no palanque de Pagot, com tem possui relações estreitas de amizade e de negócios, não haveria esse comprometimento com a atual administração.
Analistas avaliam que Maggi, se perceber que entrará água na canoa, abandonará o barco logo no início do próximo ano. Aí, entraria em ação Pagot como nome do grupo ao governo. Aliás, em 2010, Pagot ensaiou candidatura, mas acabou "fritado" por ter antecipado o processo com mais de um ano de antecedência.
Em princípio, a turma da botina teria como principal adversário o senador Pedro Taques (PDT). Pagot buscou filiação ao PTB após consultar o padrinho político Maggi, em cujo governo teve passagem por 3 secretarias e era considerado o trator da administração. Ambos avaliaram se Pagot, em caso de uma candidatura majoritária, não sofreria desgaste devido ao escândalo que levou a presidente Dilma Rousseff a exonerá-lo sumariamente do Dnit. Concluíram que nada de ilegal ficou provado e que, nos depoimentos à CPI no Congresso Nacional e nos embates públicos, Pagot conseguiu convencer de que não teria feito parte de qualquer esquema de desvio de dinheiro público. Ademais, mostrou ser pessoa de coragem, destemida e pronta para encarar desafios.
Por mais que esteja sendo pressionado pelos segmentos do agronegócio, pela cúpula do PR, por um grupo que se reune constantemente para convencê-lo a ser candidato, e ainda pelos velhos aliados da época em que respondia como governador, Blairo Maggi não está muito animado para encarar o teste das urnas. Empresário de sucesso, sente-se mais confortável, traquilo e em paz na cadeira de senador, cujo mandato se estende até 2018. A inserção de Pagot no processo eleitoral de 2014 é mais uma demonstração de que Maggi tende a transferir para outro a missão de candidatura majoritária.
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