18 de abril de 2026

Nova Ubiratã

Política

Pelo menos oito estão em lista negra do STF

Pelo menos oito figuras políticas do estado de Mato Grosso fazem parte de uma lista de deputados e senadores com pendências e acusações criminais do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria ainda está na política e faz parte das coligações dos candidatos a majoritária.

 

A coligação de Pedro Taques (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB) é a que sai ganhando no número de aliados que estão com o nome na ‘lista negra’. O 1º deles é o ex-deputado Pedro Henry (PP) que está preso atualmente. No caso do mensalão, foi condenado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos de prisão, e a pagar R$ 932 mil em multas. Ele responde ainda ao inquérito 2913 por peculato.

 

Logo depois vem o deputado Nilson Leitão (PSDB). O ex-prefeito de Sinop chegou a ser preso na Operação Navalha, em 2007, quando dirigia a cidade, por suspeitas de envolvimento com a máfia das obras chefiada pelo empresário Zuleido Veras, da Construtora Gautama. Por esse motivo, responde ao inquérito 3711, por corrupção passiva. Leitão é alvo de outros sete inquéritos (3331, 3492, 3605, 3629, 3630, 3631 e 3632) no Supremo por formação de quadrilha, crimes de responsabilidade e da lei de licitações.

 

Os irmãos Jayme e Júlio Campos, ambos do DEM também estão na lista. O 1º é réu em duas ações penais (460 e 607) por crimes contra a fé pública e contra a honra. É investigado ainda em três inquéritos (2606, 3415 e 3427) por peculato, crimes da Lei de Licitações e de responsabilidade. Na 1ª ação penal, é acusado de permuta fraudulenta de terras devolutas no norte do estado, em 1994.

 

Já Júlio, foi denunciado no inquérito 3162 pela Procuradoria-Geral da República como mandante de dois assassinatos. O geólogo Nicolau Haraly e o empresário Antônio Ribeiro Filho foram mortos em São Paulo após questionarem a transferência fraudulenta da fazenda Cedrobom. Segundo a acusação, a propriedade foi transferida para pessoas que admitiram ser “laranjas” do deputado. Júlio Campos ainda é investigado por crimes eleitorais e falsificação de documento nos inquéritos 3574 e 3290.

 

O candidato ao Governo Lúdio Cabral (PT / PMDB / PROS / PR / PC do B) tem três coligados com o nome envolvido em algumas pendências, sendo eles o deputado Valtenir Pereira (PSB) que tem os inquéritos 3584 e 3653, por crimes eleitorais e da Lei de licitações. Carlos Bezerra (PMDB) é réu na ação penal 520, por peculato e violação da Lei de Licitações, é acusado de ter montado um esquema que desviou, em benefício próprio e de terceiros, mais de R$ 100 milhões do INSS, em 2004, quando presidia o órgão. É alvo, ainda, do inquérito 3128 por crimes eleitorais. O deputado Wellington Fagundes (PR), candidato ao Senado pela coligação, responde pelo inquérito de número 3496 que se refere a peculato.

 

José Geraldo Riva (PSD) tem apenas um de seus coligados na lista do STF, sendo ele o deputado Eliene Lima (PSD) que responde a Ação penal 717 (crimes contra o meio ambiente). A Operação Jurupari investigou desmatamento e comércio ilegal de madeiras retiradas de áreas de proteção ambiental em Mato Grosso. Eliene Lima responde ainda a cinco inquéritos. Três deles (2667, 2678, 2950) são por crimes eleitorais. Os outros são por crimes contra o meio ambiente (3681) e peculato (3552).

Fonte:Redação ClicHoje

Fonte: Autor:Raiane Anicézio/Agora MT

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