08 de outubro de 2026

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Política

PF investiga desvios de R$ 28,6 milhões no gabinete de líder do PL

Inquérito apura uso de empresas de fachada para desviar cotas parlamentares com aluguel de carros e aponta tentativa de forjar documentos

Deputado Sóstenes Cavalcante. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Foto por: Lula Marques/ Agência Brasil

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos da cota parlamentar por meio de contratos simulados de locação de veículos no gabinete do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do partido na Câmara dos Deputados.

O caso, que corre sob a relatoria e autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta para a existência de empresas de fachada que emitem notas fiscais frias e receberam verbas oficiais sem a contraprestação dos serviços.

Denominada Operação Galho Fraco, a investigação também mira o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e mapeou um montante de R$ 28,638 milhões em movimentações financeiras consideradas atípicas e suspeitas pela corporação.

De acordo com o relatório parcial dos investigadores, o esquema envolve assessores atuais, antigos funcionários dos gabinetes e parentes dos parlamentares fluminenses.

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A análise bancária identificou um padrão de saques fracionados em espécie, conhecido tecnicamente como smurfing, com retiradas sistemáticas de valores inferiores a R$ 9.999,00 para burlar os mecanismos de controle e ocultar a origem do dinheiro. 

As contas de dois assessores concentraram os maiores volumes de movimentação suspeita, sendo mais de R$ 11,4 milhões vinculados a Adailton Oliveira dos Santos e cerca de R$ 5,9 milhões ligados a Itamar de Souza Santana.

As diligências tiveram início em dezembro do ano passado, quando agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão e recolheram R$ 400 mil em espécie em um endereço ligado a Sóstenes Cavalcante na capital federal, além de aparelhos celulares e documentos. 

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O desdobramento mais recente do caso ocorreu nesta quarta-feira (1º), com a deflagração da Operação Galho Fraco II. Nesta nova etapa, a Polícia Federal apura a falsificação de uma escritura pública de compra e venda de imóvel, que teria sido lavrada em cartório dias após a primeira operação, com o objetivo de fabricar um lastro retroativo e conferir aparência de licitude ao dinheiro vivo apreendido no armário do parlamentar.

O avanço das investigações no STF eleva a pressão política sobre a cúpula da legenda, embora o tribunal tenha delimitado que a inclusão formal e definitiva dos deputados como réus e eventuais indiciamentos dependam do cruzamento final das provas periciais com o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em manifestações públicas, o deputado Sóstenes Cavalcante negou qualquer irregularidade, defendeu a origem lícita dos valores encontrados em sua residência e alegou que o inquérito possui motivação política. O deputado Carlos Jordy também rechaçou as suspeitas e afirmou ser alvo de perseguição política. Diante das novas buscas, a defesa de Sóstenes declarou que aguarda o acesso integral aos novos autos para se manifestar.

 

Fonte: Vermelho.org

Escrito por: Davi Dmolir

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