Pivetta: Mendes saberá optar pelo seu candidato na hora certa

Vice-governador também minimizou a disputa interna que fará com produtor rural, filiado ao PDT

Publicado em: 03 de Fevereiro de 2020
Foto Por: DOUGLAS TRIELLI E CÍNTIA BORGES
Fonte: DOUGLAS TRIELLI E CÍNTIA BORGES

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) disse não acreditar que o governador Mauro Mendes (DEM) ficará em uma “saia justa” caso anuncie o apoio que dará na eleição suplementar ao Senado, que ocorrerá no dia 26 de abril em Mato Grosso.

 

Isso porque Mendes tem uma série de aliados como pré-candidatos à vaga que foi da senadora cassada Selma Arruda.

 

Entre eles, figuram o chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília, Carlos Fávaro (PSD); a superintendente do Procon, Gisela Simona (Pros); o líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal’Bosco (DEM); o ex-governador Júlio Campos (DEM) e o próprio Pivetta.

 

Para o vice, Mendes dará seu apoio no momento que achar correto.

 

“Não me preocupo com isso. Acho que é uma candidatura extemporânea. Ninguém esperava por isso, mas aconteceu. É um nova eleição e para apenas um cargo. Não vejo porque o governador se sentiria em saia justa em anunciar apoio”, afirmou.

“Se eu conheço bem meu amigo Mauro, e a gente tem uma parceria na política de 12 anos, ele saberá no momento certo optar pelo seu candidato”, acrescentou.

 

Até o momento, Mendes tem dito que anunciará o apoio após a oficialização de todos os pré-candidatos à vaga, o que deve ocorrer somente em meados de fevereiro.

 

Conforme prazos da Justiça Eleitoral, as siglas têm entre 10 e 12 de março para realizar as convenções. Dia 17 de março é o prazo final para o registro de candidaturas.

 

Pesquisa no PDT e adversário

 

Pivetta ainda minimizou a disputa interna que terá que fazer no PDT para oficializar seu candidatura ao Senado. Isso porque, o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, também filiado ao PDT, disse ter o desejo de disputar o cargo.

 

Para decidir quem será o nome, o presidente estadual do PDT, Allan Kardec, afirmou que fará uma pesquisa qualitativa.

 

Para Pivetta, qualquer nome ligado a uma sigla tem o direito de pleitear candidatura. Entretanto, afirmou que mesmo com a pesquisa, a definição sairá das convenções.

 

“O partido contratou uma pesquisa qualitativa que irá definir o que a sociedade quer de um candidato ao Senado. Mas, na verdade, não é a pesquisa que decide. Quem decide é a convenção”, resumiu.

 

A vaga 

 

A disputa ao Senado ocorrerá porque a senadora Selma Arruda (Podemos) teve o mandato cassado.

 

Em abril do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato da juíza aposentada por unanimidade. Ela foi acusada de caixa 2 e abuso do poder econômico na eleição de 2018. Logo em seguida, ela ingressou com recurso na corte superior.

 

No dia 10 de dezembro, por seis a um, os ministros cassaram a senadora, bem como seus suplentes, o empresário Gilberto Possamai e Clerie Fabiana Mendes. Conforme a decisão, eles se tornaram inelegíveis por oito anos.

 

Cabe recurso contra a decisão. No entanto, conforme a Legislação, ela deverá aguardar o julgamento de um eventual recurso fora do cargo.

 

Na sexta-feira (31), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Carlos Fávaro ocupe a cadeira de Selma até a realização da eleição suplementar. Fávaro ficou em terceiro lugar nas eleições de 2018.

 

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