Política
Vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro é de oito pontos.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução
Foto por: G1
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio.
Em junho, o presidente tinha 44%, e o senador, 38%. Em maio, havia empate técnico.
"Em um eventual cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio seria de 8 pontos, oscilou 2 pontos positivamente no último mês", diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, de julho de 2026 — Foto: Arte/g1
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta haver uma "fragilidade" na campanha de Flávio Bolsonaro.
"Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido por apenas metade dos brasileiros. Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo."
Mas, mesmo com esse desgaste, nenhum outro nome aparece mais competitivo do que Flávio contra Lula", afirma Nunes.
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Caiado, de julho de 2026 — Foto: Arte/g1
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Zema, de julho de 2026 — Foto: Arte/g1
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Renan, de julho de 2026 — Foto: Arte/g1
A pesquisa é a primeira divulgada pela Quaest a captar os impactos de dois acontecimentos recentes da política:
A Quaest incluiu perguntas sobre o episódio na pesquisa de julho, e 51% responderam que não estavam sabendo do vídeo de Michelle. Outros 49% sabiam.
Para 45% dos entrevistados, Michelle acertou ao divulgar os vídeos com críticas a Flávio. Outros 38% consideram que ela errou.
Entre os eleitores que se consideram de direita, mas não bolsonaristas, 35% acham que Michelle acertou. Entre os bolsonaristas, esse índice é de 20%.
Em outra pergunta, 42% responderam que concordam mais com a ex-primeira-dama do que com o senador. Outros 18% concordam mais com Flávio.
"Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Sobre a operação contra Jaques Wagner, suspeito de receber propina para atuar em defesa do Banco Master no Congresso, 54% responderam que não estavam sabendo, e 61% acreditam que o ex-líder do governo Lula no Senado agiu de forma errada.
Para 37%, a investigação sobre o petista afeta muito negativamente a campanha de Lula. Outros 25% avaliam que impacta um pouco. Outros 22% acham que não causa efeito negativo.
A Quaest acompanha a opinião de eleitores independentes, aqueles que dizem não ser nem lulistas nem bolsonaristas, nem de esquerda nem de direita. Eles representam cerca de um terço do total e podem decidir estas eleições.
Em julho, em relação à intenção de voto em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, a vantagem do petista se manteve em treze pontos - maior, portanto, do que entre o total dos entrevistados (oito pontos).
Entre os eleitores independentes, Lula passou de 37% para 40% das intenções de voto de junho para julho. Flávio Bolsonaro foi de 24% para 27%.
Em junho, 30% dos eleitores independentes diziam que não iriam votar. Agora, 26% dizem que não devem ir às urnas. Sete por cento deles estão indecisos - eram 9% mês passado.
Entre a direita não bolsonarista, Flávio vem em tendência de queda desde maio. Ele tinha 90% em abril, passou para 88%, depois 82% e hoje tem 74% das intenções de voto. Nesse estrato, 8% diz que vai votar em Lula e 15%, que não vai votar.
Entre os bolsonaristas, Flávio também oscilou para baixo. Ele registrou 97% em maio e junho, e agora tem 91%.
Quem melhorou o desempenho entre os eleitores bolsonaristas em simulações de segundo turno contra Lula foram Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão. Nesse estrato, Zema passou de 63% em março para 85% agora em julho. Em junho, o mineiro tinha 78% das intenções de voto. Já Renan partiu de 42% em março para 81% agora. Em junho, Renan tinha 74%.
No cenário de 1º turno, Lula lidera com 40%, seguido de Flávio Bolsonaro (28%), Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Zema (2%).
Veja os números:
Também segundo a Quaest, 48% dos entrevistados aprovam e 47% desaprovam o governo Lula. Essa é a primeira vez, desde dezembro de 2024, que a aprovação supera numericamente a desaprovação.
O trabalho do presidente é avaliado positivamente por 36%. Outros 36% consideram que é negativo e 26% afirmam que é regular. Julho marca a primeira vez em um ano em que a parcela de eleitores que avalia positiva e negativamente Lula empata.
A maioria dos entrevistados (51%) considera que Lula não deveria ter um novo mandato. Para 45%, o presidente merece mais quatro anos no poder
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Fonte: G1
Escrito por: Carolina Freitas
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