Política
Candidato ao Governo do Estado, o deputado estadual José Riva (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (17), que o senador Pedro Taques (PDT), seu adversário na disputa, tem "tratamento privilegiado" por parte do Ministério Público, por ter sido membro da instituição em âmbito federal.
Esse tratamento, segundo Riva, o beneficiaria na disputa pelo Palácio Paiaguás.

"Os outros candidatos ao Governo vão ter um problema sério. Nenhum de nós tem a proteção do Ministério Público como tem o doutor Pedro Taques"
“Os outros candidatos ao Governo vão ter um problema sério. Nenhum de nós tem a proteção do Ministério Público como tem o doutor Pedro Taques”, afirmou Riva, em entrevista à Rádio Mix .
Taques foi eleito senador por Mato Grosso em 2010, depois de deixar a carreira de procurador da República, onde atuou, inclusive, em casos de acusação contra o próprio José Riva.
O deputado citou o exemplo da visita do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Cuiabá, no último dia 10. Ele veio tratar dos desdobramentos da Operação Ararath, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro no Estado, com a Polícia Federal.
“Vocês viram o que é um procurador-geral vir a Cuiabá fazer campanha para um candidato. Foi isso o que aconteceu: o procurador Janot veio fazer campanha. Afinal, ele centrou suas declarações, em entrevistas, nos adversários do senador Pedro Taques. Inclusive, fazendo comentários sobre inelegibilidade. Uma vez que é dos quadros da Justiça, ele pode, mais tarde, ter que opinar sobre isso e, desde já, passa a ser suspeito. Ele já tem opinião formada”, afirmou Riva.
“O procurador Janot nunca veio aqui em momentos mais críticos. Então, isso é no mínimo preocupante”, completou o parlamentar.
O advogado José Antônio Rosa, responsável pela assessoria jurídica da campanha de Riva, também criticou, nesta semana, a postura do procurador-geral da República.
Na ocasião, Janot disse acreditar que Riva poderia “encontrará dificuldades” para conseguir o registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
No entendimento do advogado, o procurador extrapolou de suas funções e atuou como “advogado de acusação” contra Riva.
Durante a entrevista à Rádio Mix, Riva afirmou que, por enquanto, não pretende ingressar com ação de suspeição contra o procurador e que confia na Justiça.
“Tenho muita confiança na Justiça, numa decisão isenta do TRE. Vamos aguardar o desenrolar do processo”, afirmou.
Na segunda-feira (15), Pedro Taques pediu a impugnação do registro de candidatura de Riva, alegando que o registro foi feito fora do prazo e que o deputado está inelegível, enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
A coligação de Riva, por sua vez, também pediu a impugnação de Taques, alegando irregularidade na convenção do PDT que o escolheu como candidato a governador, e que o candidato a vice-governador da chapa, Carlos Fávaro (PP), não se desligou da presidência da Aprosoja em tempo hábil.
“Parece que tem pessoas que são muito inatingíveis ou são muito protegidas. Comentava-se a respeito das atas do PSD, mas foi o partido único que definiu a aliança antes do dia 30, com Solidariedade (SD) e com quatro partidos menores. Nos fomos os únicos a anunciar isso em uma coletiva, no dia 2”, disse Riva.
De acordo com o candidato do PSD, alguns partidos alguns fecharam os apoios e definiram nomes apenas no dia 5, último prazo dado pela Justiça Eleitoral apenas para registro.
“Alguns mudaram a ata, entregaram uma e depois outra e o curioso é que ninguém fala disso. Falar do PSD é balela, é conversa fiada, porque quem fechou a ata depois das convenções, a gente sabe quem foi”, completou o parlamentar.

"Alguns mudaram a ata, entregaram uma e depois outra e o curioso é que ninguém fala disso. Falar do PSD é balela, é conversa fiada porque quem fechou a ata depois das convenções, a gente sabe quem foi"
Elegibilidade
Fonte: Midianews
Somos o Ubiratã News, um site de notícias que tem o prazer
em dar a notícia, receber as opiniões de vocês amigos
leitores, onde podemos debater ideias