Política
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi um dos presos nesta quarta-feira (4) na operação da Polícia Federal
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’
Foto por: Reprodução
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, é chamado de “Sicário” por aliados do banqueiro Daniel Vorcaro. Mourão foi um dos presos em Belo Horizonte nesta quarta-feira (4) e estava na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais.
A investigação aponta que o Sicário atua como coordenador de um “ núcleo de intimidação” a inimigos de Vorcaro.
O Dicionário Michaelis define dois significados para a palavra sicário. Como adjetivo, significa “que tem sede de sangue; cruel, sanguinário”. Como substantivo masculino, “assassino de aluguel; facínora”.
A Itatiaia apurou com fontes que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava em protocolo de morte encefálica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII. A morte foi confirmada por volta das 22h desta quarta-feira (4).
Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), localizada no térreo - escolha feita por ser uma área mais restrita e com menor circulação de pessoas. Antes, ele havia passado pela sala de politrauma, onde passou por uma bateria de exames, etapa que marcou a finalização dos primeiros procedimentos médicos. Mourão chegou a unidade de saúde às 17h56.
Mourão foi preso na operação realizada nesta quarta-feira (4) por ordem de Mendonça. Ele é investigado por atuar no monitoramento de adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e por planejar ações violentas contra pessoas consideradas desafetas do empresário.
Na decisão que autorizou a prisão, o ministro descreve Mourão como responsável por atividades de obtenção de informações sigilosas, vigilância de alvos e “neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, ele recebia pagamentos mensais de cerca de R$ 1 milhão.
As apurações também citam mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, que havia publicado reportagens críticas ao banqueiro. Em uma das conversas, Vorcaro sugere que o jornalista fosse seguido. Em outra, afirma que queria que ele fosse agredido em um suposto assalto.
A Polícia Federal apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.
Conforme a investigação da Polícia Federal, o grupo coordenado por Mourão, identificado nas comunicações como “Sicário”, era responsável por organizar uma estrutura dedicada ao monitoramento de pessoas e obtenção de informações sensíveis.
A Itatiaia tenta contato com as defesas dos citados e está aberta a manifestações.
“A defesa de Luiz Phillipi Mourão informa que esteve pessoalmente com ele durante o dia, até por volta das 14h, quando ele se encontrava em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal. A defesa acompanha os fatos e se encontra no Hospital João XXIII. Porém, até este momento, não há qualquer confirmação sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi”.
Fonte: Radio Itatiaia
Escrito por: Vinícius Brito , Lucas Negrisoli , Pedro Nascimento
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