23 de abril de 2026

Nova Ubiratã

Política

Sinop: Flávio critica STF após ações contra ele e Zema: “querem escolher o próximo presidente”

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, criticou, durante visita à Norte Show, em Sinop, ontem à tarde, a notícia-crime apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que vem sendo cotado inclusive para ser vice de Flávio, além da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a abertura de inquérito contra ele por suposta calúnia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio manifestou apoio a Zema e criticou o que classificou como “ativismo judicial”, além de questionar a condução de processos envolvendo parlamentares no Supremo.

“Em primeiro lugar, minha solidariedade aqui ao Romeu Zema, que mais uma vítima dessa militância que existe no judiciário, esse ativismo judicial que é muito lamentável. Vou aproveitar a sua pergunta aqui para esclarecer, vocês sabem quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero, nenhum, porque sempre se respeitou a Constituição, sempre se respeitou a unidade parlamentar, inclusive no tocante a opiniões, palavras e votos, que é exatamente isso que tentam nos enquadrar agora.”

O senador também citou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, seu irmão, ao comentar o que considera uma tentativa de interferência no cenário eleitoral. “Não apenas eu, como também o Eduardo Bolsonaro, claramente em uma posição de tentar desequilibrar a disputa eleitoral. Eu lamento muito a abertura desse processo, porque claramente parece que tem ministro no Supremo, em especial Alexandre de Moraes, que está com saudade, enquanto presidente do TSE, de participar diretamente das eleições. Então está muito claro que eles querem, na verdade, fazer com que a primeira turma do STF escolha quem vai ser o próximo presidente da República.”

Na sequência, Flávio Bolsonaro voltou a criticar decisões judiciais e mencionou o que considera uma articulação entre integrantes do Judiciário e setores políticos. “Vão criando precedentes numa combinação com políticos da esquerda, que protocolam petições e, coincidentemente, vão parar com juízes, com o ministro da primeira turma do STF, em vez de arquivar, porque tem que respeitar a imunidade parlamentar, tem que respeitar a Constituição e, em qualquer caso, não há nenhum tipo de crime, ofensa ou nada disso, apenas embate político, tanto no meu caso quanto no caso do Eduardo Bolsonaro. E pra mim está muito claro que essa tentativa de criar esse canal, essa prevenção, em especial do Alexandre de Moraes, durante a campanha, ao invés dos nossos opositores que vão perder o governo, ao invés deles acionarem o TSE, eles vão buscar um atalho direto para a primeira turma do STF para tentar desequilibrar essa disputa. Então eu peço aqui, presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, deixe que a população, que os brasileiros, os eleitores, escolham quem será o próximo presidente da República e que não haja interferência da primeira turma do seu tribunal”.

Fonte: SÓ NOTÍCIAS

Escrito por: Redação

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